Praia da Raposa

Pequena no tamanho, e grande na beleza, a Praia da Raposa está localizada dentro de uma área reconhecida como o primeiro Quilombo do litoral norte paulista, o “Quilombo da Caçandoca”. Área de rara beleza, e que mantém laços estreitos com a formação civilizatória nacional.

Praia da Raposa

O acesso até este paraíso, pode ser realizado de barco a partir da Barra da Maranduba, por exemplo, ou, por uma trilha histórica com uma beleza selvagem, com ruínas da época da escravidão, restos de construções, antigas roda d’água e pilastras.

Praia da Raposa

O caminho para chegar a este paraíso é conhecido como Trilha do Saco das Bananas, partindo do canto direito da Praia da Caçandoca, e a partir da Praia da Caçandoquinha, são cerca de 550 metros e 12 minutos, antes de chegar a Praia da Raposa, por uma trilha tranquila, incluindo a descida até a Praia da Raposa.

A praia é de tombo, cercada por altos costões e tem por vezes o mar tranquilo, com um visual maravilhoso de praia intocada, e o aspecto de selvagem aguça as mais variadas imaginações. Ao fundo, a bela Mata Atlântica, que foi preservada até hoje pelos moradores tradicionais, índios e negros, povo guerreiro, que dentro do manejo tradicional entendeu que é necessário utilizar os recursos naturais, preservando a natureza.

Praia da Raposa

Ao redor, lindas orquídeas (Orchidaceae), bromélias (Bromeliaceae) e helicônias (Heliconia Rostrata), dão o ar da graça e beleza ao lugar, sendo fácil ouvir pássaros e animais silvestres. Árvores frutíferas tem destaque na floresta, como as jaqueiras, goiabeiras, jabuticabeiras e bananeiras. Não é a toa que a região foi batizada de paraíso dos aromas e sabores, pois em vários trechos da trilha é possível sentir um aroma adocicado das frutas maduras.

Praia da Raposa

No canto esquerdo da praia, temos uma costeira muito conhecida por pescadores de final de semana, que em épocas de ressaca proporciona um espetáculo a parte. O local possui água doce, e é ótimo ponto para mergulho livre. Porem, para acessar a praia é recomendável o acompanhamento de um morador ou guia local. Também é importante mencionar, que esta praia não oferece nenhum tipo de estrutura ao turista e não é propícia à prática do surfe.

Praia da Raposa

Acima da Praia da Raposa, na trilha,, é possível encontrar moradores em casas de pau-a-pique e barro, e o nome Raposa possivelmente é oriundo do nome de um antigo proprietário, ainda no período do império. A Fazenda da Raposa pertencia ao senhor Domingos Raposa, que foi vendida para a família Antunes de Sá.

Muitas lendas e histórias aconteceram no local, uma delas é de um escravo que costumava fugir dos maus tratos subindo em uma pedra alta que existe no canto direito da praia, depois não se sabe o que acontecia com o escravo.

O som do mar batendo nas pedras, a areia branca limpa e saudável do lugar, nos remetem a um sabor de vida diferenciado. É muito importante manter o local limpo, e respeitar as pessoas que lá vivem e dependem dos recursos naturais à sua sobrevivência.

Fonte de Informações:
https://www.maranduba.com.br/praiadaraposa.htm

 

Importante:
Para realizar trilhas, siga algumas regras básicas: Preserve a natureza, não jogue lixo na trilha, não maltrate os animais, não entre em propriedades particulares, recolha seu lixo e dê o destino certo para ele, deixe apenas pegadas, evite fazer barulho, desfrute dos sons da natureza, cuidado para não causar incêndios na floresta, planeje bem sua caminhada e informe a alguém sobre seu passeio, proteja-se do sol, mosquitos, borrachudos e mantenha-se sempre na trilha.

Se a caminhada for extensa é indispensável alguns acessórios como um calçado confortável, calça comprida leve e macia, camiseta de manga comprida por conta do capim navalha, boné, mochila impermeável com repelente, protetor solar, máquina fotográfica, muda de roupa seca, capa de chuva, agasalho, apito, toalha, lanterna, além do lanche, água e barrinha de cereal por exemplo. Preste atenção as passadas, e desníveis causados por erosões, devido às chuvas, e a utilização de um “cajado” ajuda bastante a diminuir os impactos.

Também esteja alerta para a presença de cobras peçonhentas que são muito comuns na região da Mata Atlântica, as mais comuns são a jararaca (Bothrops jararaca), coral (Micrurus Corallinus), jararacuçú (Bothrops) e urutú-cruzeiro (Bothrops alternatus), e costumam ficar no meio da trilha e especialmente em lugares que bate sol.

Fazer trilhas acompanhado de um Guia Credenciado, é uma boa recomendação para garantir mais segurança e também aproveitar para conhecer a história do local.

Lembre-se: da natureza nada se tira, além de fotos e nada se leva, além de boas lembranças!!!