Praia Saco da Mãe Maria

A Pequena Praia Saco da Mãe Maria está localizada atrás do Morro do Alegre, entre a Praia da Barra Seca e a Vermelha do Norte, e seu acesso terrestre é por trilha. Sua forma geográfica de um saco, sugere o nome, porém ninguém sabe exatamente porquê “Mãe-Maria”, alguns ousam dizer que em tempos passados havia uma senhora chamada Maria, que morava na redondeza.

Saco da Mãe Maria

O caminho para esta praia, parte do canto direito da Praia Vermelha do Norte, sendo que no início temos um pequeno córrego, basta atravessá-lo e em seguida, temos um percurso estreito em meio à Mata Atlântica, às vezes com a presença de “Capim Navalha”, sendo recomendado usar camisa de manga comprida.

Saco da Mãe Maria

Na primeira bifurcação disponível, deve-se subir um pequeno morro, onde teremos uma vista deslumbrante da Praia Vermelha do Norte, e em seguida uma breve descida até a costeira, de onde avistamos a Praia Saco da Mãe Maria à direita. Ao todo uma curta caminhada de 290 metros, realizada em cerca de 8 minutos até a costeira. Sendo que para chegar até a praia, é necessário fazer a descida pelas pedras, sempre com muita cautela.

Saco da Mãe Maria

Pedras gigantes adornam a praia, além de diversas bromélias e muitas árvores em seu entorno. Um verdadeiro paraíso com a Mata Atlântica preservada ao fundo, e quando a maré está cheia a praia desaparece. É comum a presença de pescadores, que deixam suas redes armadas ou que estejam pegando mariscos.

Também é possível chegar à esta praia, por trilha a partir da Praia da Barra Seca ou iniciar o percurso em uma trilha a partir da Rodovia Rio-Santos.

Saco da Mãe Maria Ubatuba

História
Contam também os mais antigos que o famoso “Corpo Seco” antes de hospedar-se na Barra da Lagoa, foi visto pelo Saco da Mãe Maria, assustando os visitantes. A praia também foi tendência de nudismo, quando este assunto era moda em todo país, mas os adeptos desistiram da ideia pois a lei municipal não permitiu.

Importante:
Para realizar trilhas, siga algumas regras básicas: Preserve a natureza, não jogue lixo na trilha, não maltrate os animais, não entre em propriedades particulares, recolha seu lixo e dê o destino certo para ele, deixe apenas pegadas, evite fazer barulho, desfrute dos sons da natureza, cuidado para não causar incêndios na floresta, planeje bem sua caminhada e informe a alguém sobre seu passeio, proteja-se do sol, mosquitos, borrachudos e mantenha-se sempre na trilha.

Se a caminhada for extensa é indispensável alguns acessórios como um calçado confortável, calça comprida leve e macia, camiseta de manga comprida por conta do capim navalha, boné, mochila impermeável com repelente, protetor solar, máquina fotográfica, muda de roupa seca, capa de chuva, agasalho, apito, toalha, lanterna, além do lanche, água e barrinha de cereal por exemplo. Preste atenção as passadas, e desníveis causados por erosões, devido às chuvas, e a utilização de um “cajado” ajuda bastante a diminuir os impactos.

Também esteja alerta para a presença de cobras peçonhentas que são muito comuns na região da Mata Atlântica, as mais comuns são a jararaca (Bothrops jararaca), coral (Micrurus Corallinus), jararacuçú (Bothrops) e urutú-cruzeiro (Bothrops alternatus), e costumam ficar no meio da trilha e especialmente em lugares que bate sol.

Fazer trilhas acompanhado de um Guia Credenciado, é uma boa recomendação para garantir mais segurança e também aproveitar para conhecer a história do local.

Lembre-se: da natureza nada se tira, além de fotos e nada se leva, além de boas lembranças!!!