{"id":3021,"date":"2017-02-10T23:43:12","date_gmt":"2017-02-11T01:43:12","guid":{"rendered":"http:\/\/curiosidadesdeubatuba.com.br\/?p=3021"},"modified":"2022-12-04T15:13:57","modified_gmt":"2022-12-04T18:13:57","slug":"seu-peres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/seu-peres\/","title":{"rendered":"&#8220;Seu Peres&#8221; &#8211; Praia do L\u00e1zaro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Hotel Canoeiro, mais conhecido como &#8220;Hotel do Peres&#8221; foi aberto na d\u00e9cada de 60 por Ant\u00f4nio Peres, que percebeu que a beleza natural que a <a href=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/praia-do-lazaro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Praia do L\u00e1zaro<\/a> oferecia se tornaria muito procurada por turistas do mundo inteiro, da\u00ed a preocupa\u00e7\u00e3o em preservar a natureza ao redor do hotel, que se mant\u00e9m inalterada h\u00e1 d\u00e9cadas. Abaixo texto extra\u00eddo do site do &#8220;Hotel Canoeiro&#8221; contado a vida deste &#8220;Mestre Pescador&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5643\" aria-describedby=\"caption-attachment-5643\" style=\"width: 520px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5643\" src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/peres1.jpg\" alt=\"Seu Peres\" width=\"520\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/peres1.jpg 480w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/peres1-300x196.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5643\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Seu Peres<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\"><b><i><span style=\"font-size: large;\">Hist\u00f3ria de um pescador por <\/span><\/i><\/b><strong><i>Marcos Malta Migliano<br \/>\n<\/i><\/strong>Eu particularmente tive muitos mestres e deles guardo grandes recorda\u00e7\u00f5es. Sou-lhes profundamente grato pelo pouco que sei. Um deles, Ant\u00f4nio Peres, conheci em 1963, em Ubatuba. Juntamente com Lothar Bamberg, ele me ensinou muitas coisas sobre pesca e mar. &#8220;Seu Peres&#8221; nasceu na Praia do L\u00e1zaro, em Ubatuba, e \u00e9 um mito, pois at\u00e9 esta data ningu\u00e9m sabia informar sua idade. O conhe\u00e7o h\u00e1 mais de 30 anos, durante os quais, seu f\u00edsico pouco se modificou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\">Eu era um moleque e ouvia fascinado as hist\u00f3rias que &#8220;Seu Peres&#8221; contava sobre suas andan\u00e7as como pescador. Hoje ele \u00e9 um pr\u00f3spero comerciante, dono do Hotel Canoeiro e do Restaurante do Peres, que por sinal, s\u00e3o muito bons na Praia do L\u00e1zaro. Na semana santa deste ano fui a Ubatuba e aproveitei para passar pela praia do L\u00e1zaro e rever os amigos. Tive a ideia de entrevistar &#8220;Seu Peres&#8221;. Afinal, se aprendi tanto com esse homem, porque n\u00e3o dividir isto com os amigos pescadores. Vamos l\u00e1!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>&#8220;Seu Peres&#8221;, em que ano o senhor nasceu e onde exatamente?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>Nasci aqui no L\u00e1zaro em 11 de novembro de 1912. Meu pai nasceu na <a href=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/anchieta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ilha Anchieta<\/a> e era descendente de espanh\u00f3is. Minha m\u00e3e era negra e nasceu no sert\u00e3o do rio Escuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Isto explica por que o senhor, embora tenha pele escura, possui tra\u00e7os delicados. Seu av\u00f4, espanhol, provavelmente era descendente de algum comerciante ou mesmo pirata&#8230; Mas, continuando, como era a vida no L\u00e1zaro naquela \u00e9poca?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>A vida n\u00e3o era f\u00e1cil. Pra voc\u00ea imaginar, f\u00f3sforo era uma coisa rara. Quando tinha, era vendido por unidade. A gente acendia o fogo com laranjeira, em uma vala no ch\u00e3o cercada de tr\u00eas pedras (tacuruba) e, \u00e0 noite, cobr\u00edamos com cinza para n\u00e3o apagar. A isto cham\u00e1vamos de m\u00e3e do fogo. Quando ela apagava peg\u00e1vamos um ti\u00e7\u00e3o emprestado do vizinho. Daqui \u00e0 cidade eram 4 horas de caminhada pela mata. Quando morria algu\u00e9m, coloc\u00e1vamos o corpo em uma rede e transport\u00e1vamos at\u00e9 a cidade pela mata. E naquela \u00e9poca havia in\u00fameros animais selvagens pela mata, onde abundavam on\u00e7as.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18076\" aria-describedby=\"caption-attachment-18076\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18076 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Peres.jpg\" alt=\"Seu Peres\" width=\"230\" height=\"320\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Peres.jpg 230w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Peres-216x300.jpg 216w\" data-sizes=\"(max-width: 230px) 100vw, 230px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 230px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 230\/320;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18076\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Seu Peres<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>E a pesca, &#8220;Seu Peres&#8221;? <\/i><\/b>Quando eu era menino, ningu\u00e9m pescava por aqui, pois n\u00e3o tinha como conservar o peixe. N\u00f3s troc\u00e1vamos ovos, pinga, pimenta e banana por querosene, sal e sab\u00e3o. Tanto \u00e9 que com 15 anos fui para Santos trabalhar num s\u00edtio de bananas. Havia um barco chamado &#8220;Santanse&#8221; que, de 8 em 8 dias, fazia liga\u00e7\u00e3o com Ubatuba. Eu voltava pra c\u00e1 a cada 2 ou 3 meses para deixar um dinheiro para a fam\u00edlia. Em 1943, por causa da guerra, a exporta\u00e7\u00e3o de bananas fracassou e a procura por peixe aumentou. Ent\u00e3o voltei e comecei a trabalhar com minha primeira canoa, feita de timba\u00faba. O peixe salgado tinha muito valor na \u00e9poca. Foi a\u00ed que comecei a pescar. A gente usava espinhel, mas n\u00e3o existia o n\u00e1ilon. As linhas eram verdadeiras cordas de algod\u00e3o e para que n\u00e3o apodrecesse, a gente fazia um caldo de arueira e aplicava nas cordas, isso dava uma impermeabiliza\u00e7\u00e3o. A linha &#8220;madre&#8221; tinha mais de um dedo de espessura, da\u00ed saia os &#8220;estopros&#8221; com os anz\u00f3is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Onde o senhor soltava os espinh\u00e9is?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>Aqui na frente mesmo, peg\u00e1vamos in\u00fameros ca\u00e7\u00f5es, alguns chegavam a pesar 250 quilos. \u00c0s vezes solt\u00e1vamos no canal do ilhote do sul da Ilha Anchieta. Ali existiam ca\u00e7\u00f5es enormes. Atr\u00e1s do Mar Virado, cruz credo! Era soltar o espinhel e perder. Os ca\u00e7\u00f5es desgra\u00e7avam com tudo e, quando sobrava alguma coisa do espinhel encontr\u00e1vamos ca\u00e7\u00f5es de 70 quilos cortados pela metade. Nos meses de maio a junho, pesc\u00e1vamos tainha. Pra isso utiliz\u00e1vamos dois &#8220;espias&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>O que eram &#8220;espias&#8221;?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>\u00c0 noite sa\u00edam duas canoas e ficavam observando as tainhas se aproximarem da praia. Quando elas apareciam, eles davam um sinal e os demais pescadores que pernoitavam na praia, punham logo outras duas canoas com a rede e cercavam o cardume recolhendo-o \u00e0 praia. Numa daquelas noites, um bando de ca\u00e7\u00f5es se aproximou e um deles mordeu o fundo da canoa de um dos espias, que come\u00e7ou a fazer \u00e1gua. Ele s\u00f3 se salvou porque o companheiro encostou logo a outra canoa e ele mudou de embarca\u00e7\u00e3o. Depois comecei a pescar sardinha na traineira de Pedro Leandro (pescador muito conhecido que faleceu com mais de 90 anos. Com ele tive o prazer de uma vez pescar garoupas). Quando sa\u00edamos em busca de sardinha, toda vez que recolh\u00edamos a rede, os ca\u00e7\u00f5es rodeavam a traineira e n\u00f3s lan\u00e7\u00e1vamos na \u00e1gua verdadeiras cordas munidas de anzol de 20 cm, com um refor\u00e7o soldado na curva do anzol para que ele n\u00e3o abrisse, faz\u00edamos um cacho de umas 15 sardinhas e era s\u00f3 soltar na \u00e1gua que o bicho ferrava, depois segur\u00e1vamos a corda e mais ou menos 8 homens. Peg\u00e1vamos ca\u00e7\u00f5es desta maneira de 350 quilos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Com esta quantidade de tubar\u00f5es o senhor deve ter visto muitos acidentes.<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>N\u00e3o. Nunca vi ningu\u00e9m mordido ou morto por ca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Mas como nunca houve nenhum acidente, com essa quantidade de ca\u00e7\u00f5es grandes, se hoje em dia, com menos peixes temos not\u00edcias de v\u00e1rios ataques de tubar\u00e3o?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>Muito simples: os cai\u00e7aras da minha gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabiam nadar. Nunca entravam na \u00e1gua, nem na praia e por isso mesmo s\u00f3 sa\u00edam com tempo muito firme. Hoje em dia o pessoal pula no mar em qualquer altura s\u00f3 para tomar um banho. Isso nunca acontecia naquele tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Fora o ca\u00e7\u00e3o, qual foi o maior peixe pescado pelo senhor na linhada?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>Foi um mero de 150 quilos fisgado aqui mesmo na ponta do L\u00e1zaro. Demorei umas 3 horas para tirar e ele arrastou a canoa por mais de 500 metros. Eu perdi um maior na ponta da Enseada. Devia ter uns 300 quilos. O mero \u00e9 danado: quando percebe que est\u00e1 ferrado, sai como um louco. Se a gente folga um pouco ele fica quase parado no fundo, vai nadando muito devagar.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18079\" aria-describedby=\"caption-attachment-18079\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-18079 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/seu-peres-ubatuba.jpg\" alt=\"Seu  Peres\" width=\"400\" height=\"408\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 400px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 400\/408;\"><figcaption id=\"caption-attachment-18079\" class=\"wp-caption-text\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <em><strong>Seu Peres<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Depois destas caracter\u00edsticas descritas pelo senhor, aliadas a lembran\u00e7a de um mero que perdi em Natal, conclui que o peixe &#8211; batizado por mim de &#8220;coisa&#8221; &#8211; que perdi na Barra do Pujuca, na Bahia, devia ser um mero de mais de 100 quilos. Mas voltando as suas lembran\u00e7as, o senhor n\u00e3o gostava muito de pescar de linha?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>Eu gostava sim. Muitas vezes ia \u00e0 noite \u00e0 Ilha Anchieta e nas <a href=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/praia-das-palmas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Palmas<\/a> pescar garoupa. Naquela \u00e9poca pegava grandes bitelos. Usava como isca bonito ou sardinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Agora o senhor vai me revelar um segredo: durante mais de 20 anos em que fa\u00e7o pescarias por aqui, o senhor sempre acertou o tempo. Lembro-me que eu me levantava \u00e0s 5 horas da manh\u00e3 para ver como estava o mar e j\u00e1 o encontrava na praia. Ent\u00e3o me dizia: &#8220;Hoje tudo bem, pode ir&#8221;. \u00c0s vezes, me falava: &#8220;Hoje o mar vai virar&#8221;. Todas as vezes que n\u00e3o ouvi seus conselhos me arrependi. Como o senhor acertava?<\/i><\/b><i><b> <\/b>(&#8220;Seu Peres&#8221; d\u00e1 um sorriso amarelo e come\u00e7a a contar) <\/i>Como n\u00e3o sab\u00edamos nadar e nossas embarca\u00e7\u00f5es eram meio primitivas, n\u00e3o pod\u00edamos correr nenhum risco, por isso observ\u00e1vamos bem os sinais do tempo. Quando as estrelas est\u00e3o brilhando demais no c\u00e9u, \u00e9 sinal que vai &#8220;noroestar&#8221; (vento forte a noroeste). Quando no nascer do sol ou no p\u00f4r do sol estiver muito vermelho o tempo vai virar. Antes de nascer o sol, se as folhas das \u00e1rvores tiverem bastante orvalho o tempo ser\u00e1 firme. Se elas estiverem secas o tempo vira. Outra pr\u00e1tica infal\u00edvel \u00e9 observar o <a href=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/pico-do-corcovado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pico do Corcovado<\/a> (em Ubatuba): se estiver bem limpo, o tempo normalmente \u00e9 bom; se estiver encoberto, vai chover.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Quando come\u00e7ou a acabar os peixes por aqui?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>Depois de 1970 o peixe foi desaparecendo. Em primeiro lugar, acho que foi por causa do excesso de arrasto. Por mais de 15 anos arrastaram dia e noite aqui na Ba\u00eda do L\u00e1zaro, matando peixe que vinha reproduzir ou crescer. Depois pelo desrespeito ao defenso na pesca da sardinha. A sardinha \u00e9 o pasto do mar, se n\u00e3o tiver sardinha os peixes v\u00e3o procurar alimento em outro lugar. Agora pararam de arrastar porque n\u00e3o tem mais nada. \u00c9 poss\u00edvel que o peixe volte. Uma coisa que voltou foram as baleias. Durante muitos anos elas vinham aqui na praia do L\u00e1zaro. Depois ficaram mais de 20 anos sem dar as caras. Agora, todo ano tem uma visitinha. N\u00e3o na quantidade que havia 40 anos atr\u00e1s, mas est\u00e3o voltando. As tartarugas tamb\u00e9m est\u00e3o aparecendo em maior n\u00famero. Acho que \u00e9 devido ao <a href=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/projeto-tamar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Projeto TAMAR<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>E o senhor ainda pesca?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i>Profissionalmente e esportivamente. Ainda tenho meu cerco na Anchieta, inclusive no ano passado, entrou uma tintureira de 250 quilos. E as vezes eu saio para apanhar um espada ou uma garoupa na Ponta da Cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><i>Agora revele-nos um \u00faltimo segredo: o que faz para estar assim em plena forma?<\/i><\/b><i><b> <\/b><\/i><i>&#8220;O velho Peres d\u00e1 uma risadinha, levanta-se, vai buscar uma cerveja gelada e um camar\u00e3o no bafo. Ao voltar, me diz: c<\/i>onte um pouco das pescarias que voc\u00ea tem feito por a\u00ed em outras terras&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Embora ele dissimulasse bem, eu n\u00e3o me perdi. Quando deu uma folga, chamei o Edinho, um de seus sete filhos, que toma conta dos neg\u00f3cios do pai na Praia do L\u00e1zaro, juntamente com os irm\u00e3os Carlinhos e Josu\u00e9, e pedi que me contasse a f\u00f3rmula do velho para continuar assim, do mesmo jeito de quando o conheci, h\u00e1 30 anos. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o fala, mas eu acabei descobrindo: &#8220;Seu Peres&#8221; n\u00e3o come frituras; peixe, s\u00f3 ensopado; e salada quase a semana toda; carne vermelha no m\u00e1ximo uma vez por semana; bebida, muito pouco; levante-se muito cedo; caminha uns 5 km de manh\u00e3 e outros 5 km \u00e0 tarde, a\u00ed ele entra um pouco na \u00e1gua do mar e nada muito&#8230; S\u00f3, mar alimenta\u00e7\u00e3o sadia, caminhadas, enfim, uma perfeita harmonia com a natureza, o que resulta em muita paz. Assim nem d\u00e1 para perceber o tempo passando. \u00c9 por isso que ele nunca vai envelhecer.<br \/>\n<\/i><em><strong>Fonte de Informa\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.litoralvirtual.com.br\/canoeiro\/peres.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.litoralvirtual.com.br\/canoeiro\/peres.htm<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_5644\" aria-describedby=\"caption-attachment-5644\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5644 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/peres2.jpg\" alt=\"Seu Peres\" width=\"300\" height=\"290\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 300px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 300\/290;\"><figcaption id=\"caption-attachment-5644\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Seu Peres<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abaixo um pouco mais da hist\u00f3ria do &#8220;Seu&#8221; Peres &#8211; <b>Texto de Celso Teixeira Leite<\/b><\/strong><br \/>\nSeu pai, Manoel Peres, nasceu na Ilha Anchieta e quando foi iniciada a constru\u00e7\u00e3o do pres\u00eddio no final do s\u00e9culo passado, recebeu uma pequena indeniza\u00e7\u00e3o para deixar a ilha e morar na Praia do Flamengo. Festeiro de primeira hora n\u00e3o perdia o &#8220;bate p\u00e9&#8221; (chiba e outras dan\u00e7as) das festas de Santo Antonio, S\u00e3o Jos\u00e9, S\u00e3o Pedro, Folia de Reis e Esp\u00edrito Santo. O antigo bar, hoje restaurante, permitiu conhecer pessoas e construir amizades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cita o deputado Hamilton Prado, jogadores como Rivellino, Careca, Zetti e o ex-prefeito Ciccillo Matarazzo que passaram por ali e ficaram amigos. Lembra, em especial do comerciante Silvino Teixeira Leite e as viagens de fusca que ambos faziam at\u00e9 S\u00e3o Sebasti\u00e3o com direito a medos e desafios da estrada para, finalmente, chegar at\u00e9 a ag\u00eancia do Banco do Brasil. Pela narrativa parece que a viagem era muito divertida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu Peres um autodidata, casado com Maria Thom\u00e9 teve 7 filhos: Antonio, Osmar, Ademir, Ruth, Josu\u00e9, Edson e Carlos, al\u00e9m de 22 netos. Sua hist\u00f3ria \u00e9 a hist\u00f3ria do L\u00e1zaro. No final do ano, quando as praias brilham com a queima dos fogos de artif\u00edcio, lembra que o L\u00e1zaro foi o pioneiro neste tipo de comemora\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Tudo come\u00e7ou quando a gente queimava pistol\u00f5es e foguetes defronte ao nosso bar. Depois da primeira vez n\u00e3o parou mais<\/em>\u201d, afirma. Pode deixar, Seu Peres, a gente vai ver sua cara alegre e iluminada pelos fogos toda virada do Ano Novo.<\/p>\n<p><b>Texto de Celso Teixeira Leite<\/b><br \/>\n<b><a href=\"https:\/\/ubatubense.blogspot.com.br\/2010\/07\/grandes-caicarasperes-e-lazaro-suas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/ubatubense.blogspot.com.br\/2010\/07\/grandes-caicarasperes-e-lazaro-suas.html<\/a><br \/>\n<\/b><b>fonte : <a href=\"https:\/\/www.ubaweb.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.ubaweb.com<\/a><\/b><\/p>\n<p><em><strong>P.S. &#8220;Seu Peres&#8221; nos deixou em julho de 2010 com pouco mais de 100 anos (pois seu nascimento foi em in\u00edcio de 1910).<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Hotel Canoeiro, mais conhecido como &#8220;Hotel do Peres&#8221; foi aberto na d\u00e9cada de 60 por Ant\u00f4nio Peres, que percebeu &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18105,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[9,1332,89,780,620,30,20,29,19,619,893,715,5,144,4],"class_list":["post-3021","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-personagens","tag-beach","tag-canoeiro","tag-historia","tag-history","tag-hotel-canoeiro","tag-lazaro","tag-litoral","tag-litoralnorte","tag-litoralsp","tag-peres","tag-personagem","tag-pescador","tag-praia","tag-tradicao","tag-ubatuba"],"aioseo_notices":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Mestre-Sr-Peres.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3021"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18106,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3021\/revisions\/18106"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}