{"id":4667,"date":"2018-02-14T14:33:13","date_gmt":"2018-02-14T16:33:13","guid":{"rendered":"http:\/\/curiosidadesdeubatuba.com.br\/?p=4667"},"modified":"2022-12-03T21:58:45","modified_gmt":"2022-12-04T00:58:45","slug":"poema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/poema\/","title":{"rendered":"O &#8220;Poema \u00e0 Virgem&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria menciona como o primeiro poeta brasileiro, o padre Jos\u00e9 de Anchieta, mission\u00e1rio jesu\u00edta que no Brasil viveu de 1553 a 1597. Conta-se que ele escreveu um longo poema nas areias da <a href=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/iperoig\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Praia de Iperoig<\/a> (nome antigo de Ubatuba):<strong>&#8220;O Poema \u00e0 Virgem&#8221;<\/strong>. Diz a tradi\u00e7\u00e3o, quase ou puramente lend\u00e1ria, que Anchieta teria escrito esse poema com o aux\u00edlio de um cajado ou cani\u00e7o. Pelo menos \u00e9 assim que o representam em pinturas, como a de Portinari.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4668\" aria-describedby=\"caption-attachment-4668\" style=\"width: 1083px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4668 size-full\" src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema-a-virgem.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o do padre Anchieta escrevendo o Poema \u00e0 Virgem\" width=\"1083\" height=\"521\" srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema-a-virgem.jpg 1083w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema-a-virgem-300x144.jpg 300w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema-a-virgem-768x369.jpg 768w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema-a-virgem-1024x493.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1083px) 100vw, 1083px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4668\" class=\"wp-caption-text\"><\/strong><\/em> <em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o do padre Anchieta escrevendo o Poema \u00e0 Virgem<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A paz de Iperoig<\/strong><br \/>\nNo ano de 1563, os Tupinamb\u00e1s unem suas tribos, formando a Confedera\u00e7\u00e3o dos Tamoios (donos da terra). Cientes da infrut\u00edfera tarefa de tentar se defender dos ataques destes h\u00e1beis guerreiros, Manoel da N\u00f3brega e Anchieta partem de Bertioga para Iperoig, conduzidos por Jos\u00e9 Adorno, um dos primeiros povoadores de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. No caminho, tra\u00e7am um plano de apaziguamento ou dissimula\u00e7\u00e3o. Com diplomacia, t\u00e9cnicas de convencimento e valendo-se da sua flu\u00eancia no idioma tupi, Anchieta alinhavava com os diversos chefes tupis a paz, tendo como seu interlocutor o grande <a href=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/cacique-cunhambebe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cacique Cunhambebe<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4669\" aria-describedby=\"caption-attachment-4669\" style=\"width: 1077px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-4669 size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Padre-Anchieta.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o do padre Anchieta e os \u00edndios\" width=\"1077\" height=\"638\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Padre-Anchieta.jpg 1077w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Padre-Anchieta-300x178.jpg 300w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Padre-Anchieta-768x455.jpg 768w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Padre-Anchieta-1024x607.jpg 1024w\" data-sizes=\"(max-width: 1077px) 100vw, 1077px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1077px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1077\/638;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4669\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o do padre Anchieta e os \u00edndios<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anchieta era um h\u00e1bil orador. Soube apropriar o jeito peculiar de comunica\u00e7\u00e3o dos nossos ind\u00edgenas como, por exemplo, se expressar aos gritos. Proferia palavras ternas no idioma ind\u00edgena, tendo como objetivo quebrar sua hostilidade. Desta forma consegue \u00eaxito ao se aproximar da aldeia de Iperoig sem ser morto e ainda convencer os chefes Cunhambebe e Pindobu\u00e7u a negociarem a paz em Itanha\u00e9m, aceita em 14 de setembro do mesmo ano. Diante da desconfian\u00e7a da tribo ao ver seu grande chefe Cunhambebe partir para terras inimigas, os \u00edndios exigem que Anchieta fique ref\u00e9m. Enquanto esteve prisioneiro, escreveu nas areias de Ubatuba o c\u00e9lebre Poema \u00e0 Virgem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEis os versos que outrora, \u00f3 M\u00e3e Sant\u00edssima, te prometi em voto. Enquanto entre tamoios conjurados, pobre ref\u00e9m, tratava as suspiradas pazes, tua gra\u00e7a me acolheu em teu materno manto e teu poder me protege intactos corpo e alma\u201d.<\/p>\n<p><strong>O Poema \u00e0 Virgem:<\/strong><br \/>\n<strong>DE COMPASSIONE ET PLANCTU VIRGINIS IN MORTE FILII<br \/>\n<\/strong><em><strong>A COMPAIX\u00c3O E O PRANTO DA VIRGEM NA MORTE DO FILHO<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Mens mea, quid tanto torpes absorpta sopore?<br \/>\nQuid stertis somno desidiosa gravi?<br \/>\nNec te cura movet lacrimabilis ulIa parentis,<br \/>\nFunera qu\u00e6 nati flet truculenta sui?<\/p>\n<p><em>Minha alma, por que tu te abandonas ao profundo sono?<\/em><br \/>\n<em>Por que no pesado sono, t\u00e3o fundo ressonas?<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o te move \u00e0 afli\u00e7\u00e3o dessa M\u00e3e toda em pranto,<\/em><br \/>\n<em>Que a morte t\u00e3o cruel do Filho chora tanto?<\/em><\/p>\n<p>Viscera cui duro tabescunt \u00e6gra dolore,<br \/>\nVulnera dum pr\u00e6sens, qu\u00e6 tulit ilIe, videt.<br \/>\nEn, quocunque oculos converteris, omnia lesu<br \/>\nOccurrent oculis sanguine plena tuis.<\/p>\n<p><em>E cujas entranhas sofre e se consome de dor,<\/em><br \/>\n<em>Ao ver, ali presente, as chagas que Ele padece?<\/em><br \/>\n<em>Em qualquer parte que olha, v\u00ea Jesus,<\/em><br \/>\n<em>Apresentando aos teus olhos cheios de sangue.<\/em><\/p>\n<p>Respice ut, \u00e6terni prostrato ante ora Parentis,<br \/>\nSanguineus toto corpore sudor abit.<br \/>\nRespice ut immanis captum quasi turba latronem<br \/>\nProterit, et laqueis colla manusque ligat.<\/p>\n<p><em>Olha como est\u00e1 prostrado diante da Face do Pai,<\/em><br \/>\n<em>Todo o suor de sangue do seu corpo se esvai.<\/em><br \/>\n<em>Olha a multid\u00e3o se comporta como Ele se ladr\u00e3o fosse,<\/em><br \/>\n<em>Pisam-NO e amarram as m\u00e3os presas ao pesco\u00e7o.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_4671\" aria-describedby=\"caption-attachment-4671\" style=\"width: 486px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4671 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Passos-de-Anchieta-Padre.jpg\" alt=\"Padre Anchieta - ilustra\u00e7\u00e3o\" width=\"486\" height=\"450\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Passos-de-Anchieta-Padre.jpg 486w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Passos-de-Anchieta-Padre-300x278.jpg 300w\" data-sizes=\"(max-width: 486px) 100vw, 486px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 486px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 486\/450;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4671\" class=\"wp-caption-text\"><\/strong><\/em> <em><strong>Padre Anchieta &#8211; ilustra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Respice ut ante Annam s\u00e6vus divina satelles<br \/>\nDuriter armata percutit ora manu.<br \/>\nCernis ut in Caiphae conspectu mille superbi<br \/>\nProbra humilis, colaphos sputaque foeda tulit.<\/p>\n<p><em>Olha, diante de An\u00e1s, como um cruel soldado<\/em><br \/>\n<em>O esbofeteia forte, com punho bem cerrado.<\/em><br \/>\n<em>V\u00ea como diante Caif\u00e1s, em humildes meneios,<\/em><br \/>\n<em>Aguenta mil opr\u00f3brios, socos e escarros feios.<\/em><\/p>\n<p>Nec faciem avertit, cum percuteretur; et hosti<br \/>\nVellendam barbam c\u00e6sariemque dedit.<br \/>\nAdspice quam diro crudelis verbere tortor<br \/>\nDilaniet Domini mitia membra tui.<\/p>\n<p><em>N\u00e3o afasta o rosto ao que bate, e do perverso<\/em><br \/>\n<em>Que arranca Tua barba com golpes violento.<\/em><br \/>\n<em>Olha com que chicote o carrasco sombrio<\/em><br \/>\n<em>Dilacera do Senhor a meiga carne a frio.<\/em><\/p>\n<p>Adspice quam duri lacerent sacra tempora vepres,<br \/>\nDiffluat et purus pulchra per ora cruor.<br \/>\nNonne vides, totos lacerum crudeliter artus,<br \/>\nGrandia vix umeris pondera ferre suis?<\/p>\n<p><em>Olha como lhe rasgou a sagrada cabe\u00e7a os espinhos,<\/em><br \/>\n<em>E o sangue corre pela Face pura e bela.<\/em><br \/>\n<em>Pois n\u00e3o v\u00eas que seu corpo, grosseiramente ferido<\/em><br \/>\n<em>Mal suster\u00e1 ao ombro o desumano peso?<\/em><\/p>\n<p>Cernis ut innocuas peracuta cuspide ligno<br \/>\nDextera tortoris figit iniqua manus.<br \/>\nCernis ut innocuas peracuta cuspide plantas<br \/>\nTortoris figit dextera s\u00e6va cruce.<\/p>\n<p><em>V\u00ea como os carrascos pregaram no lenho<\/em><br \/>\n<em>As inocentes m\u00e3os atravessadas por cravos.<\/em><br \/>\n<em>Olha como na Cruz o algoz cruel prega<\/em><br \/>\n<em>Os inocentes p\u00e9s o cravo atravessa.<\/em><\/p>\n<p>Adspicis ut dura laceratus in arbore pendet,<br \/>\nEt tua divino sanguine furta luit.<br \/>\nAdspice: quam dirum transfosso in pectore vulnus,<br \/>\nUnde immixta fluit sanguine lympha, patet!<\/p>\n<p><em>Eis o Senhor, grosseiramente dilacerado pendurado no tronco,<\/em><br \/>\n<em>Pagando com Teu Divino Sangue o antigo crime!<\/em><br \/>\n<em>V\u00ea: qu\u00e3o grande e funesta ferida transpassa o peito, aberto<\/em><br \/>\n<em>Donde corre mistura de sangue e \u00e1gua.<\/em><\/p>\n<p>Omnia si nescis, mater sibi vindicat \u00e6gra<br \/>\nVulnera, quae natum sustinuisse vides.<br \/>\nNamque quot innocuo tulit ille in corpore poenas,<br \/>\nPectore tot mater fert miseranda pio.<\/p>\n<p><em>Se o n\u00e3o sabes, a M\u00e3e dolorosa reclama<\/em><br \/>\n<em>Para si, as chagas que v\u00ea suportar o Filho que ama.<\/em><br \/>\n<em>Pois quanto sofreu aquele corpo inocente em repara\u00e7\u00e3o,<\/em><br \/>\n<em>Tanto suporta o Cora\u00e7\u00e3o compassivo da M\u00e3e, em expia\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Surge, age, et infens\u00e6 per moenia iniqua Sionis<br \/>\nSollicito matrem pectore quaere Dei.<br \/>\nSigna tibi passim notissima liquit uterque,<br \/>\nClara tibi certis est via facta notis.<\/p>\n<p><em>Ergue-te, pois e, embora irritado com os injustos judeus<\/em><br \/>\n<em>Procura o Cora\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Deus.<\/em><br \/>\n<em>Um e outro deixaram sinais bem marcados<\/em><br \/>\n<em>Do caminho claro e certo feito para todos n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p>Ille viam multo raptatus sanguine tinxit,<br \/>\nIlla piis lacrimis moesta rigavit humum.<br \/>\nQuaere piam matrem, forsan solabere flentem.<br \/>\nIndulget lacrimis sicubi m\u00e6sta piis.<\/p>\n<p><em>Ele aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,<\/em><br \/>\n<em>Ela o solo regou com l\u00e1grimas tremendas.<\/em><br \/>\n<em>A boa M\u00e3e procura, talvez chorando se consolar,<\/em><br \/>\n<em>Se as vezes triste e piedosa as l\u00e1grimas se entregar.<\/em><\/p>\n<p>Si tanto admittit solatia nulla dolori,<br \/>\nQuod vitam vit\u00e6 mors tulit atra su\u00e6,<br \/>\nAt saltem effundes lacrimas, tua crimina plangens,<br \/>\nCrimina, qu\u00e6 dir\u00e6 causa fuere necis.<\/p>\n<p><em>Mas se tanta dor n\u00e3o admite consola\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 porque a cruel morte levou a vida de sua vida,<\/em><br \/>\n<em>Ao menos chorar\u00e1s lastimando a inj\u00faria,<\/em><br \/>\n<em>Inj\u00faria, que causou a morte violenta.<\/em><\/p>\n<p>Sed quo te, Mater, turbo tulit iste doloris?<br \/>\nQu\u00e6 te plangentem funera terra tenet?<br \/>\nNum capit ille tuos gemitus lamentaque collis,<br \/>\nPutris ubi humanis ossibus albet humus?<\/p>\n<p><em>Mas onde te levou M\u00e3e, o tormento dessa dor?<\/em><br \/>\n<em>Que regi\u00e3o te guardou a prantear tal morte?<\/em><br \/>\n<em>Acaso as montanhas ouvir\u00e3o Teus lamentos?<\/em><br \/>\n<em>Onde est\u00e1 a terra podre dos ossos humanos?<\/em><\/p>\n<p>Numquid odorifer\u00e6 cruciaris in arboris umbra,<br \/>\nUnde tuus lesus, unde pependit amor?<\/p>\n<p><em>Acaso est\u00e1 nas trevas a \u00e1rvore da Cruz,<\/em><br \/>\n<em>Onde o Teu JESUS foi pregado por Amor?<\/em><\/p>\n<p>Hic lacrimosa sedes, et prim\u00e6 noxia matris<br \/>\nGaudia, crudeli fixa dolore, Luis<br \/>\nIlla fuit vetita corrupta sub arbore, fructum<br \/>\nDum legit audaci, stulta loquaxque, manu.<\/p>\n<p><em>Esta tristeza \u00e9 a primeira puni\u00e7\u00e3o da M\u00e3e,<\/em><br \/>\n<em>No lugar da alegria, segura uma dor cruel,<\/em><br \/>\n<em>Enquanto a turba gozava de insensata ousadia,<\/em><br \/>\n<em>Impedindo Aquele que foi destru\u00eddo na Cruz.<\/em><\/p>\n<p>Iste tui ventris pretiosus ab arbore fructus<br \/>\nDat vitam matri tempus in omne pi\u00e6,<br \/>\nQu\u00e6que malo primi succo periere veneni<br \/>\nSuscitat et tradit pignora cara tibi.<\/p>\n<p><em>M\u00e3e, mas este precioso fruto de Teu ventre<\/em><br \/>\n<em>Deu vida eterna a todos os fieis que O amam,<\/em><br \/>\n<em>E prefere a magia do nascer \u00e0 for\u00e7a da morte,<\/em><br \/>\n<em>Ressurgindo, deixou a ti como penhor e heran\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p>Sed periit tua vita, tui peramabile cordis<br \/>\nDelicium, vires occubuere tu\u00e6.<br \/>\nRaptus ab infesto crudeliter occidit hoste,<br \/>\nQui tibi de mammis dulce pependit onus.<\/p>\n<p><em>Mas finda Tua vida, Teu Cora\u00e7\u00e3o perseverou no amor,<\/em><br \/>\n<em>Foi para o Teu repouso com um amor muito forte!<\/em><br \/>\n<em>O inimigo Te arrastou a esta cruz amarga,<\/em><br \/>\n<em>Que pesou incomodo em Teu doce seio.<\/em><\/p>\n<p>Occubuit diris plagis confossus lesus,<br \/>\nIlle decor mentis, gloria luxque, tu\u00e6;<br \/>\nQuotque illum plag\u00e6, tot te affixere dolores:<br \/>\nUna etenim vobis vita duobus erat.<\/p>\n<p><em>Morreu Jesus traspassado com terr\u00edveis chagas<\/em><br \/>\n<em>Ele, formoso esp\u00edrito, gl\u00f3ria e luz do mundo;<\/em><br \/>\n<em>Quanta chaga sofreu e tantas Lhe causaram dores;<\/em><br \/>\n<em>Efetivamente, uma vida em v\u00f3s era duas!<\/em><\/p>\n<p>Scilicet hunc medio cum serves corde, nec unquam<br \/>\nLiquerit hospitium pectoris ille tui,<br \/>\nUt sic discerptus letum crudele subiret,<br \/>\nScindendum rigido cor fuit ense tibi.<\/p>\n<p><em>Todavia conserva o Amor em Teu Cora\u00e7\u00e3o, e jamais<\/em><br \/>\n<em>Evidentemente deixou de o hospedar no Cora\u00e7\u00e3o,<\/em><br \/>\n<em>Feito em peda\u00e7os pela morte cruel que suportou<\/em><br \/>\n<em>Pois \u00e0 lan\u00e7a rasgou o Teu Cora\u00e7\u00e3o enrijecido.<\/em><\/p>\n<p>Cor tibi dira pium misere rupere flagella,<br \/>\nSpina cruentavit cor tibi dira pium.<br \/>\nIn te cum clavis coniuravere cruentis<br \/>\nOmnia, qu\u00e6 in ligno natus acerba tulit.<\/p>\n<p><em>O Teu Esp\u00edrito piedoso e comovido quebrou na flagela\u00e7\u00e3o,<\/em><br \/>\n<em>A coroa de espinhos ensanguentou o Teu Cora\u00e7\u00e3o fiel.<\/em><br \/>\n<em>Contra Ti conspirou os terr\u00edveis cravos sangrentos,<\/em><br \/>\n<em>Tudo que \u00e9 amargo e cruel o Teu Filho suportou na Cruz.<\/em><\/p>\n<p>Sed cur vivis adhuc, vita moriente Deoque?<br \/>\nCur non es simili tu quoque rapta nece,<br \/>\nQuando non illo est animam exhalante revulsum<br \/>\nCor tibi, si vinctos mens tenet una duos?<\/p>\n<p><em>Morto Deus, ent\u00e3o porque vives Tu a Tua vida?<\/em><br \/>\n<em>Porque n\u00e3o foste arrastada em morte parecida?<\/em><br \/>\n<em>E como \u00e9 que, ao morrer, n\u00e3o levou o Teu esp\u00edrito,<\/em><br \/>\n<em>Se o Teu Cora\u00e7\u00e3o sempre uniu os dois esp\u00edritos?<\/em><\/p>\n<p>Non posset, fateor, tantos tua vita dolores<br \/>\nFerre, nec id nimius sustinuisset amor,<br \/>\nNi te divino firmaret robore natus,<br \/>\nLinqueret ut cordi plura ferenda tuo.<\/p>\n<p><em>Admito, n\u00e3o pode tantas dores em Tua vida<\/em><br \/>\n<em>Suportar, aguentando se n\u00e3o com um amor imenso;<\/em><br \/>\n<em>Se n\u00e3o Te alentar a for\u00e7a do nascimento Divino<\/em><br \/>\n<em>Deixar\u00e1 o Teu Cora\u00e7\u00e3o sofrendo muito mais.<\/em><\/p>\n<p>Vivis adhuc, Mater, plures passura labores;<br \/>\nUltima te in s\u00e6vo iam petet unda mari.<br \/>\nSed tege maternum vultum, pia lumina conde,<br \/>\nEcce furens auras verberat hasta leves:<br \/>\nEt sacra defuncti discindit pectora nati<br \/>\nInsuper in medio lancea corde tremens.<\/p>\n<p><em>Vives ainda, M\u00e3e, sofrendo muitos trabalhos,<\/em><br \/>\n<em>J\u00e1 te assalta no mar onda maior e cruel.<\/em><br \/>\n<em>Mas cobre Tua Face M\u00e3e, ocultando o piedoso olhar:<\/em><br \/>\n<em>Eis que a lan\u00e7a em f\u00faria ataca pelo espa\u00e7o leve,<\/em><br \/>\n<em>Rasga o sagrado peito ao teu Filho j\u00e1 morto,<\/em><br \/>\n<em>Tremendo a lan\u00e7a indiferente no Teu Cora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Scilicet h\u00e6c etiam tantorum summa dolorum<br \/>\nDefuerat plagis adicienda tuis.<br \/>\nHoc te supplicium, vulnus crudele manebat,<br \/>\nH\u00e6c tibi servata est poena gravisque dolor.<\/p>\n<p><em>Sem d\u00favida t\u00e3o grande sofrimento foi \u00e0 s\u00edntese,<\/em><br \/>\n<em>Faltava acrescent\u00e1-lo a Tuas chagas!<\/em><br \/>\n<em>Esta ferida cruel permaneceu com o supl\u00edcio!<\/em><br \/>\n<em>T\u00e3o penoso sofrimento este castigo guardava!<\/em><\/p>\n<p>In cruce cum dulci figi tibi prole volebas<br \/>\nVirgineasque manus virgineosque pedes.<br \/>\nIlle sibi accepit rigidos cum stipite clavos,<br \/>\nServata est cordi lancea dira tuo.<\/p>\n<p><em>Com O querido Filho pregado a Cruz Tu querias<\/em><br \/>\n<em>Que tamb\u00e9m pregassem Teus p\u00e9s e m\u00e3os virginais.<\/em><br \/>\n<em>Ele tomou para Si a dura Cruz e os cravos,<\/em><br \/>\n<em>E deu-Te a lan\u00e7a para guardar no Cora\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Iam potes, o Mater, compos requiescere voti,<br \/>\nHic tibi totus abit cordis in ima dolor.<br \/>\nQuod gelida excepit corpus iam morte solutum,<br \/>\nSola pio crudum pectore vulnus habes.<\/p>\n<p><em>Agora podes, \u00f3 M\u00e3e, descansar, que possui o desejado,<\/em><br \/>\n<em>A dor mudou para o fundo do Teu Cora\u00e7\u00e3o.<\/em><br \/>\n<em>Este golpe deixou o Teu corpo frio e desligado,<\/em><br \/>\n<em>S\u00f3 Tu compassiva guarda a cruel chaga no peito.<\/em><\/p>\n<p>O sacrum vulnus, quod non tam ferrea cuspis,<br \/>\nQuam nimius nostri fecit amoris amor!<br \/>\nO flumen, medio paradisi e fonte refusum,<br \/>\nCuius ab uberibus terra tumescit aquis!<\/p>\n<p><em>\u00d3 chaga sagrada feita pelo ferro da lan\u00e7a,<\/em><br \/>\n<em>Que imensamente nos faz amar o Amor!<\/em><br \/>\n<em>\u00d3 rio, fonte que transborda do Para\u00edso,<\/em><br \/>\n<em>Que intumesce com \u00e1gua fartamente a terra!<\/em><\/p>\n<p>O via regalis, gemmataque ianua c\u00e6li,<br \/>\nPr\u00e6sidi turris, confugiique locus!<br \/>\nO rosa, divinae spirans virtutis odorem!<br \/>\nGemma, poli solium qua sibi paupar emit!<\/p>\n<p><em>\u00d3 caminho real com pedras preciosas, porta do C\u00e9u,<\/em><br \/>\n<em>Torre de abrigo, lugar de ref\u00fagio da alma pura!<\/em><br \/>\n<em>\u00d3 rosa que exala o perfume da virtude Divina!<\/em><br \/>\n<em>J\u00f3ia lapidada que no C\u00e9u o pobre um trono tem!<\/em><\/p>\n<p>Nidus, ubi pur\u00e6 sua ponunt ova columb\u00e6,<br \/>\nCastus ubi tenere pignora turtur alit!<br \/>\nO plaga, immensi splendoris honore rubescens,<br \/>\nQu\u00e6 pia divino pectora amore feris!<\/p>\n<p><em>Doce ninho onde as puras pombas p\u00f5em ovinhos,<\/em><br \/>\n<em>E as castas rolas t\u00eam garantia de suster os filhotinhos!<\/em><br \/>\n<em>\u00d3 chaga, que \u00e9s um adorno vermelho e esplendor,<\/em><br \/>\n<em>Feres os piedosos peitos com divinal amor!<\/em><\/p>\n<p>O vulnus, dulci pr\u00e6cordia vulnere findens,<br \/>\nQua patet ad Christi cor via lata pium!<br \/>\nTestis inauditi, quo nos sibi iunxit, amoris!<br \/>\nPortus, ab \u00e6quoribus quo fugit icta ratis!<\/p>\n<figure id=\"attachment_12232\" aria-describedby=\"caption-attachment-12232\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12232 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Padre-Anchieta-Pintura-de-Candido-Portinari.jpg\" alt=\"Padre Anchieta - Pintura de C\u00e2ndido Portinari\" width=\"1280\" height=\"1544\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Padre-Anchieta-Pintura-de-Candido-Portinari.jpg 1280w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Padre-Anchieta-Pintura-de-Candido-Portinari-249x300.jpg 249w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Padre-Anchieta-Pintura-de-Candido-Portinari-849x1024.jpg 849w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Padre-Anchieta-Pintura-de-Candido-Portinari-768x926.jpg 768w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Padre-Anchieta-Pintura-de-Candido-Portinari-1273x1536.jpg 1273w\" 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medicina presente a todo mal!<\/em><br \/>\n<em>Quem se acabrunha em tristeza, em consolo se alegra:<\/em><br \/>\n<em>A dor da tristeza coloca um fardo no cora\u00e7\u00e3o!<\/em><\/p>\n<p>Per te reiecto, spe non fallente, timore,<br \/>\nIngreditur c\u00e6li tecta beata reus.<br \/>\nO pacis sedes! o viv\u00e6 vena perennis,<br \/>\nAeternam in vitam subsilientis, aqu\u00e6!<\/p>\n<p><em>Por Ti M\u00e3e, o pecador est\u00e1 firme na esperan\u00e7a,<\/em><br \/>\n<em>Caminhar para o C\u00e9u, lar da bem-aventuran\u00e7a!<\/em><br \/>\n<em>\u00d3 Morada de Paz! Canal de \u00e1gua sempre vivo,<\/em><br \/>\n<em>Jorrando \u00e1gua para a vida eterna!<\/em><\/p>\n<p>Hoc est, o Mater, soli tibi vulnus apertum,<br \/>\nTu sola hoc pateris, tu dare sola potes.<br \/>\nDa mihi, ut ingrediar per apertum cuspide pectus,<br \/>\nUt possim in Domini vivere corde mei.<\/p>\n<p><em>Esta ferida do peito, \u00f3 M\u00e3e, \u00e9 s\u00f3 Tua,<\/em><br \/>\n<em>Somente Tu sofres com ela, s\u00f3 Tu a podes dar.<\/em><br \/>\n<em>D\u00e1-me acalentar neste peito aberto pela lan\u00e7a,<\/em><br \/>\n<em>Para que possa viver no Cora\u00e7\u00e3o do meu Senhor!<\/em><\/p>\n<p>Hac pia divini penetrabo ad viscera amoris,<br \/>\nHic mihi erit requies, hic mihi certa domus.<br \/>\nHic mea sanguineo redimam delicta liquore,<br \/>\nHic animi sordes munda lavabit aqua.<\/p>\n<p><em>Entrando no \u00e2mago amoroso da piedade Divina,<\/em><br \/>\n<em>Este ser\u00e1 meu repouso, a minha casa preferida.<\/em><br \/>\n<em>No sangue jorrado redimi meus delitos,<\/em><br \/>\n<em>E purifiquei com \u00e1gua a sujeira espiritual!<\/em><\/p>\n<p>His mihi sub tectis erit, his in sedibus omnes<br \/>\nVivere dulce dies, hic mihi dulce mori!<\/p>\n<p><em>Embaixo deste teto que \u00e9 morada de todos,<\/em><br \/>\n<em>Viver e morrer com prazer, este \u00e9 o meu grande desejo.<\/em><\/p>\n<p><strong>Fonte de Informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/platon-jeannis.blogspot.com.br\/2015\/03\/descubra-ubatuba-livro.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/platon-jeannis.blogspot.com.br\/2015\/03\/descubra-ubatuba-livro.html<\/a><a href=\"https:\/\/cdeassis.wordpress.com\/tag\/poema-a-virgem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cdeassis.wordpress.com\/tag\/poema-a-virgem\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria menciona como o primeiro poeta brasileiro, o padre Jos\u00e9 de Anchieta, mission\u00e1rio jesu\u00edta que no Brasil viveu de &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4668,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[458],"tags":[668,1205,89,20,828,4],"class_list":["post-4667","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fatos-curiosos","tag-anchieta","tag-curiosidade","tag-historia","tag-litoral","tag-poema","tag-ubatuba"],"aioseo_notices":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/poema-a-virgem.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4667"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4667\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16854,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4667\/revisions\/16854"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}