{"id":4766,"date":"2018-04-27T20:45:30","date_gmt":"2018-04-27T23:45:30","guid":{"rendered":"http:\/\/curiosidadesdeubatuba.com.br\/?p=4766"},"modified":"2022-12-03T20:26:39","modified_gmt":"2022-12-03T23:26:39","slug":"corais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/corais\/","title":{"rendered":"Os Recifes de Corais e porqu\u00ea devemos nos preocupar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os\u00a0recifes de corais\u00a0s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es constru\u00eddas a partir da deposi\u00e7\u00e3o de\u00a0carbonato de c\u00e1lcio\u00a0por diversos organismos marinhos, principalmente por corais, mas outros organismos, como algas calc\u00e1rias e\u00a0moluscos, tamb\u00e9m contribuem para a forma\u00e7\u00e3o de substratos recifais. Os corais s\u00e3o animais\u00a0cnid\u00e1rios\u00a0da classe\u00a0<em>Anthozoa<\/em>\u00a0pequenos e muito fr\u00e1geis que utilizam carbonato de c\u00e1lcio da \u00e1gua para construir um exoesqueleto duro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18473\" aria-describedby=\"caption-attachment-18473\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18473\" src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1.jpg\" alt=\"Recifes de corais. Foto: Andrey_Kuzmin \/ Shutterstock.com\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1.jpg 450w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18473\" class=\"wp-caption-text\"><\/strong><\/em> <em><strong>Recifes de corais. Foto: Andrey_Kuzmin \/ Shutterstock.com<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem ser solit\u00e1rios, mas s\u00e3o principalmente coloniais e cada indiv\u00edduo em uma col\u00f4nia de coral \u00e9 chamado de p\u00f3lipo. Um recife de corais \u00e9 coberto por milhares de p\u00f3lipos de coral. Quando os p\u00f3lipos morrem, novos p\u00f3lipos crescem por cima dos esqueletos que ficam. Por isso, um recife de coral \u00e9 composto por camadas muito finas de carbonato de c\u00e1lcio resultante da sobreposi\u00e7\u00e3o dos esqueletos das sucessivas gera\u00e7\u00f5es de p\u00f3lipos. Quando vemos um recife de corais, apenas a fina camada superficial \u00e9 constitu\u00edda por p\u00f3lipos vivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma associa\u00e7\u00e3o importante para os recifes de corais \u00e9 a\u00a0simbiose\u00a0que ocorre entre as esp\u00e9cies de corais e microalgas conhecidas como <em>Symbiodinium<\/em><em> (<\/em>zooxantelas). Essas algas vivem no interior dos tecidos dos corais, realizando\u00a0fotoss\u00edntese\u00a0e liberando para os corais\u00a0compostos org\u00e2nicos. Em troca, as zooxantelas sobrevivem e crescem utilizando os produtos gerados pelo metabolismo dos corais. Elas tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidas na forma\u00e7\u00e3o dos esqueletos e s\u00e3o respons\u00e1veis pelas cores dos corais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18474\" aria-describedby=\"caption-attachment-18474\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-18474 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-1.jpg\" alt=\"Recifes de corais - Imagem extra\u00edda de https:\/\/www.biologiatotal.com.br\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 420px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 420\/315;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18474\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Recifes de corais &#8211; Imagem extra\u00edda de <a href=\"https:\/\/www.biologiatotal.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.biologiatotal.com.br<\/a><\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suas cores s\u00e3o exuberantes e vivas, passando de tons de vermelho at\u00e9 o azul, por violetas, verdes, amarelos e tantas outras cores. Os corais t\u00eam cavidades em seu exoesqueleto de carbonato de c\u00e1lcio (que \u00e9 todo branco). As \u00a0algas \u00a0se \u00a0alojam \u00a0nestes \u00a0pequenos \u00a0poros, o \u00a0que \u00a0facilita \u00a0a \u00a0atividade \u00a0de \u00a0retirar a luz solar que penetra nas \u00e1guas do mar. A energia excedente produzida atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese destas algas \u00e9 transferida para o coral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os corais apresentam um esqueleto externo feito apenas de carbonato de c\u00e1lcio, que n\u00e3o tem colora\u00e7\u00e3o alguma. S\u00e3o as algas, que d\u00e3o as cores vivas destes organismos. E o motivo para o branqueamento dos corais est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 temperatura das \u00e1guas. Quando ficam em regi\u00f5es mais quentes, estas algas come\u00e7am a produzir subst\u00e2ncias qu\u00edmicas t\u00f3xicas ao coral. Para se defender, o cnid\u00e1rio tem a estrat\u00e9gia de expulsar as algas. O processo de expuls\u00e3o \u00e9 traum\u00e1tico e aquela energia excedente que as algas davam para o coral some de uma hora para outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existem tr\u00eas tipos b\u00e1sicos de recifes de corais:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>recifes em franja<\/strong>\u00a0\u2013 s\u00e3o os mais comuns, crescem perto da costa ao redor de ilhas e continentes e s\u00e3o separados da costa por lagoas estreitas e rasas;<\/li>\n<li><strong>recifes em barreira<\/strong>\u00a0\u2013 tamb\u00e9m s\u00e3o paralelos \u00e0 costa, mas separados por lagoas profundas e largas;<\/li>\n<li><strong>at\u00f3is<\/strong>\u00a0\u2013 s\u00e3o recifes em forma de c\u00edrculo, no centro do qual se forma uma lagoa. Os at\u00f3is se localizam no meio dos\u00a0oceanos\u00a0e geralmente se formam quando topos de ilhas (geralmente topos de\u00a0vulc\u00f5es submersos) rodeados por recifes em franja afundam no mar.<\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_18475\" aria-describedby=\"caption-attachment-18475\" style=\"width: 870px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18475 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-2.jpg\" alt=\"Recifes de corais - Imagem extra\u00edda de https:\/\/www.biologiatotal.com.br\" width=\"870\" height=\"682\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-2.jpg 870w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-2-300x235.jpg 300w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-2-768x602.jpg 768w\" data-sizes=\"(max-width: 870px) 100vw, 870px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 870px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 870\/682;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18475\" class=\"wp-caption-text\"><\/strong><\/em> <em><strong>Recifes de corais &#8211; Imagem extra\u00edda de <a href=\"https:\/\/www.biologiatotal.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.biologiatotal.com.br<\/a><\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os recifes de corais ocorrem principalmente em regi\u00f5es com \u00e1guas permanentemente quentes, claras e rasas, mas nas \u00faltimas d\u00e9cadas tamb\u00e9m foram registrados em \u00e1guas profundas. O Brasil possui os \u00fanicos recifes coral\u00edneos do Atl\u00e2ntico Sul, eles se distribuem por cerca de 3.000 km ao longo da costa nordestina. O aquecimento global tem um efeito direto na vida dos corais e consequentemente a um dos mais ricos habitats do ambiente marinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ter uma ideia, nos Oceanos \u00cdndico, Pac\u00edfico e no Caribe, 80% dos corais afetados pelo branqueamento acabam morrendo. Os corais brasileiros de acordo com o monitoramento dos pesquisadores s\u00e3o mais resistentes e a taxa de mortalidade fica em torno de 10%. Por\u00e9m, as novas an\u00e1lises indicam um aumento na mortalidade e um poss\u00edvel agravamento do aquecimento dos oceanos. Al\u00e9m disso, existe o problema da dissolu\u00e7\u00e3o do g\u00e1s carb\u00f4nico na \u00e1gua que a deixa mais \u00e1cida. Com um pH menor (mais \u00e1cido), a estrutura de carbonato de c\u00e1lcio acaba sendo desintegrada, sendo outro motivo para o desaparecimento dos corais dos mares.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18476\" aria-describedby=\"caption-attachment-18476\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-18476 size-large lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-3-1024x683.jpg\" alt=\"Os recifes de corais abrigam uma grande biodiversidade. Foto: Andrey Armyagov \/ Shutterstock.com\" width=\"1024\" height=\"683\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-3-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-3.jpg 1563w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/683;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18476\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Os recifes de corais abrigam uma grande biodiversidade. Foto: Andrey Armyagov \/ Shutterstock.com<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os recifes de corais s\u00e3o\u00a0ecossistemas\u00a0muito ricos em\u00a0biodiversidade, abrigando uma infinidade de esp\u00e9cies de peixes, moluscos,\u00a0crust\u00e1ceos, cnid\u00e1rios e\u00a0algas. Apesar de grande import\u00e2ncia, os recifes encontram-se amea\u00e7ados no mundo inteiro. Entre as principais amea\u00e7as est\u00e3o a sedimenta\u00e7\u00e3o excessiva, a polui\u00e7\u00e3o e a pesca predat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><br \/>\n&#8211; Ferreira, B. P.; Maida, M. Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil: situa\u00e7\u00e3o atual e perspectivas. Bras\u00edlia, DF: MMA, 2006. (S\u00e9rie Biodiversidade).<br \/>\n&#8211; Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Conduta consciente em ambientes recifais. Bras\u00edlia, DF: MMA, 2011.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.biologiatotal.com.br\/blog\/o+branqueamento+dos+corais.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.biologiatotal.com.br\/blog\/o+branqueamento+dos+corais.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que devemos nos preocupar com os recifes de coral?<\/strong><br \/>\nEmbora os recifes de corais ocupem apenas cerca de 0,2% do fundo do oceano, eles oferecem importantes servi\u00e7os ecol\u00f3gicos e econ\u00f4micos. Agem como barreiras naturais que ajudam a proteger 15% das linhas costeiras do mundo da eros\u00e3o causada pelo quebrar das ondas e tempestades. Al\u00e9m disso, oferecem habitats para um quarto de todos os organismos marinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Economicamente, eles produzem um d\u00e9cimo da pesca mundial \u2013 um quarto das capturas em pa\u00edses menos desenvolvidos, e oferecem empregos na pesca e ecoturismo para alguns dos pa\u00edses mais pobres do mundo. Esses tesouros biol\u00f3gicos nos fornecem um mundo subaqu\u00e1tico para estudar e desfrutar. Todo ano, mais de 1 milh\u00e3o de mergulhadores e praticantes de snorkel (mergulhar de uma forma divertida e descontra\u00edda de ver o mundo colorido e fascinante abaixo da superf\u00edcie do oceano.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4786\" aria-describedby=\"caption-attachment-4786\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-4786 size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Recife.jpg\" alt=\"Recifes de corais\" width=\"1024\" height=\"680\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Recife.jpg 1024w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Recife-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Recife-768x510.jpg 768w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/680;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4786\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Recifes de corais<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mergulhadores utilizam uma m\u00e1scara de pl\u00e1stico transparente e um tubo curto para respirar enquanto flutuam sobre a superf\u00edcie da \u00e1gua com o rosto voltado para baixo), desta forma podem observar os corais e vida marinha sem assust\u00e1-los com os seus movimentos e sem ter que vir \u00e0 tona para respirar a cada minuto, e experimentar as maravilhas da biodiversidade aqu\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas estimaram que 19% dos recifes de corais do mundo foram destru\u00eddos. Estudos subsequentes indicaram que outros 20% de todos os ecossistemas de recifes de corais foram degradados pelo desenvolvimento costeiro, polui\u00e7\u00e3o, sobrepesca, temperaturas mais mornas do oceano, aumento da acidez da \u00e1gua, etc.; e outros 25% &#8211; 33% podem ser perdidos dentro de 20 a 40 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os recifes de corais s\u00e3o vulner\u00e1veis a danos, porque crescem lentamente e s\u00e3o facilmente interrompidos. S\u00f3 prosperam em \u00e1guas claras e bastante rasas, de salinidade constantemente alta, e escoamento de solo e de outros materiais da terra podem afetar a turbidez da \u00e1gua e bloquear a luz solar necess\u00e1ria para os organismos produtores dos recifes. Al\u00e9m disso, a \u00e1gua em que vivem deve ter uma temperatura de 18 \u2013 30 C (64-86 F).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso explica porque a maior amea\u00e7a a longo prazo para os recifes de corais talvez seja a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, que poderia elevar a temperatura da \u00e1gua acima desse limite na maioria das \u00e1reas de recife; um problema resultante \u00e9 o branqueamento do coral, que ocorre quando press\u00f5es, tais como aumento da temperatura, fazem que as algas, que servem de alimento para os corais, morram. Sem alimento, os p\u00f3lipos de coral morrem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra amea\u00e7a \u00e9 o aumento da acidez da \u00e1gua do oceano, j\u00e1 que este absorve parte do di\u00f3xido de carbono produzido principalmente pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis contendo carbono. O di\u00f3xido de carbono reage com a \u00e1gua do oceano para formar um \u00e1cido fraco, que pode lentamente dissolver o carbonato de c\u00e1lcio formador dos corais. O decl\u00ednio e a degrada\u00e7\u00e3o dessas sentinelas oce\u00e2nicas coloridas devem servir como um alerta sobre as amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade dos ecossistemas do oceano, que nos fornecem servi\u00e7os ecol\u00f3gicos e econ\u00f4micos cruciais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4788\" aria-describedby=\"caption-attachment-4788\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-4788 size-large lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/recifeee-1024x768.jpg\" alt=\"Recifes de corais\" width=\"1024\" height=\"768\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/recifeee-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/recifeee-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/recifeee-768x576.jpg 768w\" data-sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/768;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4788\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Recifes de corais<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como acontece com os sistemas terrestres, os cientistas tiveram um bom come\u00e7o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o da ecologia dos sistemas aqu\u00e1ticos do mundo e como os seres humanos est\u00e3o degradando e interrompendo os servi\u00e7os ecol\u00f3gicos e econ\u00f4micos vitais que eles fornecem. Ao estudar esses sistemas, novamente descobriram que, na natureza, tudo est\u00e1 conectado. Esses cientistas argumentam que precisamos urgente de mais pesquisas sobre os componentes e o funcionamento das zonas de vida aqu\u00e1tica do mundo, sobre como est\u00e3o interligados e quais sistemas t\u00eam maior risco de ser perturbados por atividades humanas. Com tais informa\u00e7\u00f5es vitais, teremos uma vis\u00e3o mais clara de como nossas atividades afetam o capital aqu\u00e1tico natural da Terra e o que podemos fazer para ajudar a sustent\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos aprender com as li\u00e7\u00f5es sobre como a vida nos ecossistemas aqu\u00e1ticos se manteve durante bilh\u00f5es de anos e us\u00e1-las para ajudar a sustentar nossos pr\u00f3prios sistemas, al\u00e9m dos ecossistemas dos quais dependemos. Ao confiar mais na energia solar e menos no petr\u00f3leo e em outros combust\u00edveis f\u00f3sseis, poder\u00edamos reduzir drasticamente a polui\u00e7\u00e3o dos oceanos e outros sistemas. Pela maior reutiliza\u00e7\u00e3o e reciclagem de materiais e produtos qu\u00edmicos que usamos, poder\u00edamos reduzir a polui\u00e7\u00e3o dos sistemas aqu\u00e1ticos e a perturba\u00e7\u00e3o dos ciclos qu\u00edmicos dentro desses sistemas. E, ao respeitar a biodiversidade aqu\u00e1tica e educar as pessoas sobre sua import\u00e2ncia, podemos preserv\u00e1-la e manter seus valiosos servi\u00e7os ecol\u00f3gicos para nosso pr\u00f3prio uso e para o benef\u00edcio de todas as outras formas de vida.<\/p>\n<p>.<em><strong>.. o mar, uma vez que lan\u00e7a seu feiti\u00e7o, nos prende em sua rede de maravilhas para sempre.\u00a0<\/strong><\/em><em><strong>Jacques Yves Cousteau<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Artigo t\u00e9cnico escrito por: Ana Rubia Nascimento<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<br \/>\n<\/strong>MILLER TYLER, G &amp; SPOOLMAN E., SCOTT \u2013 Ecologia e Sustentabilidade Tradu\u00e7\u00e3o da 6\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o norte-americana<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os\u00a0recifes de corais\u00a0s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es constru\u00eddas a partir da deposi\u00e7\u00e3o de\u00a0carbonato de c\u00e1lcio\u00a0por diversos organismos marinhos, principalmente por corais, mas outros &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18476,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1068],"tags":[1052,576,1022,1195,832,1037,18,845,843,989,20,29,890,1095,577,1051,1144,435,5,1096,844,1101,4],"class_list":["post-4766","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente","tag-adventure","tag-atracao","tag-aventura","tag-biolgy","tag-biologia","tag-brasil","tag-brazil","tag-corais","tag-ecologia","tag-energia","tag-litoral","tag-litoralnorte","tag-mar","tag-meio-ambiente","tag-paradise","tag-paraiso","tag-passeio","tag-playa","tag-praia","tag-preservar","tag-recifes","tag-sea","tag-ubatuba"],"aioseo_notices":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Imagem1-3.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4766","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4766"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4766\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18479,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4766\/revisions\/18479"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}