{"id":6086,"date":"2018-11-11T12:25:51","date_gmt":"2018-11-11T14:25:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/?p=6086"},"modified":"2022-12-03T20:25:42","modified_gmt":"2022-12-03T23:25:42","slug":"ataque-de-tubarao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/ataque-de-tubarao\/","title":{"rendered":"Ataque de tubar\u00e3o a seres humanos: um medo que deve ser desmistificado!"},"content":{"rendered":"<div id=\"comp-jdgr179h_SinglePostMediaTop_MediaPost__0_0_date\" class=\"s_usaAWRichTextClickableSkin\" data-packed=\"false\">\n<div id=\"comp-jdgr179h_SinglePostMediaTop_MediaPost__0_0_daterichTextContainer\" class=\"s_usaAWRichTextClickableSkin_richTextContainer s_usaAWRichTextClickableSkinrichTextContainer\">\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea sabia que os tubar\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o amea\u00e7adores assim? Todo o medo que se tem deles vem por causa da m\u00eddia! Existem apenas duas esp\u00e9cies que podem ca\u00e7ar o ser humano, mas mesmo assim, o homem ainda n\u00e3o \u00e9 a primeira op\u00e7\u00e3o de presa. Descubra mais sobre os ataques de tubar\u00e3o!<\/p>\n<figure id=\"attachment_6088\" aria-describedby=\"caption-attachment-6088\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6088 size-full\" src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o.jpg 660w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6088\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Ataques de tubar\u00e3o s\u00e3o mais raros do que se imagina. Fonte: SarahRichterArt\/Pixabay.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O Ataque<\/strong><br \/>\nO ataque de tubar\u00e3o ao homem \u00e9 um acontecimento absolutamente raro, podendo ser considerado um incidente. Contudo, a possibilidade n\u00e3o \u00e9 descartada, pois esses predadores podem representar uma amea\u00e7a aos seres humanos quando estes entram no ambiente marinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mundo s\u00e3o registrados em m\u00e9dia 90 ataques por ano, sendo 12 fatais. Contudo, o potencial de perigo para o homem est\u00e1 muitas vezes relacionado com o habitat do tubar\u00e3o. Nesse sentido, a maioria das esp\u00e9cies s\u00f3 costuma atacar ao acreditar que seu territ\u00f3rio foi invadido, sendo que apenas a tintureira (Galeocerdo cuvier) e o tubar\u00e3o-branco (Carcharodon carcharias) s\u00e3o capazes de, deliberadamente, ca\u00e7ar humanos. Entretanto, o homem n\u00e3o \u00e9 uma presa apetitosa para essas esp\u00e9cies, caso contr\u00e1rio, quase n\u00e3o haveriam praias seguras ao redor do mundo e os ataques seriam mais numerosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem diversos fatores que contribuem para a ocorr\u00eancia dos ataques, como: crescimento populacional humano, tempo que o homem gasta dentro d\u2019\u00e1gua, aumento na abund\u00e2ncia de esp\u00e9cies de tubar\u00f5es, mudan\u00e7a natural ou antropog\u00eanica no habitat e comportamento das esp\u00e9cies. Mesmo com a pequena probabilidade do perigo, um ataque de tubar\u00e3o garante um grande envolvimento da m\u00eddia e da preocupa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, ainda que a maioria dos ataques resultem apenas em ferimentos pequenos<strong>.<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_6091\" aria-describedby=\"caption-attachment-6091\" style=\"width: 1098px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6091 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Jaws_Book_1975_Cover.jpg\" alt=\"Ataque de Tubar\u00e1o\" width=\"1098\" height=\"1198\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Jaws_Book_1975_Cover.jpg 1098w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Jaws_Book_1975_Cover-275x300.jpg 275w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Jaws_Book_1975_Cover-768x838.jpg 768w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Jaws_Book_1975_Cover-939x1024.jpg 939w\" data-sizes=\"(max-width: 1098px) 100vw, 1098px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1098px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1098\/1198;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6091\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Capa do filme \u201cTubar\u00e3o\u201d (Jaws, em ingl\u00eas), de Steven Spielberg. Fonte: Roger Kastel\/Wikimedia Commons.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Desmistificando os ataques<\/strong><br \/>\nA obra \u201cJaws\u201d de Peter Benchley e o filme \u201cTubar\u00e3o\u201d de Steven Spielberg foram inspiradas pelos diversos casos de ataques de tubar\u00e3o em um curto intervalo de tempo que ocorreram em 1960. Por serem obras bastante conhecidas, contribu\u00edram para a dissemina\u00e7\u00e3o do medo de tubar\u00f5es. A m\u00eddia tamb\u00e9m contribui com a propaga\u00e7\u00e3o desse medo ao enfatizar o perigo dos tubar\u00f5es para o homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante que essa imagem sensacionalista e irreal do tubar\u00e3o como a fera assassina dos mares seja desmistificada. Das 400 esp\u00e9cies de tubar\u00f5es do mundo, apenas em torno de 33 j\u00e1 provocaram comprovadamente acidentes com o homem, sendo apenas 18 esp\u00e9cies consideradas perigosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de ter havido um aumento do n\u00famero de ataques nos \u00faltimos anos, os tubar\u00f5es ainda representam um perigo raro para aqueles que utilizam a \u00e1gua, al\u00e9m de quase n\u00e3o haver fatalidades. H\u00e1 consideravelmente mais risco de se afogar do que ocorrer um ataque por tubar\u00e3o. Enquanto a probabilidade de algu\u00e9m ser atacado por \u00a0tubar\u00e3o no mundo \u00e9 de 1 chance em 300 milh\u00f5es, ser atingido por um raio \u00e9 de 1 chance em 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>Entendendo criticamente a m\u00eddia e tendo uma vis\u00e3o menos sensacionalista das reportagens de ataques de tubar\u00e3o, pode-se contribuir potencialmente para uma abordagem que visa a conserva\u00e7\u00e3o, com menor impacto nas esp\u00e9cies marinhas.<\/p>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais esp\u00e9cies mais atacam?<\/strong><br \/>\nDe 1580 at\u00e9 os dias atuais as esp\u00e9cies mais envolvidas em ataques registrados foram: Carcharodon carcharias (324 ataques), Galeocerdo cuvier (111 ataques) e Carcharhinus leucas (100 ataques) &#8211; tubar\u00e3o-branco, tubar\u00e3o-tigre e tubar\u00e3o-cabe\u00e7a-chata, respectivamente.<\/p>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Tipos de ataque<\/strong><br \/>\nOs ataques podem ser classificados em diferentes tipos, de acordo com sua natureza. O ataque n\u00e3o provocado \u00e9 aquele que ocorre em ambiente natural, quando o homem ou seu equipamento encontram o tubar\u00e3o, sem que haja provoca\u00e7\u00e3o do ser humano. O ataque provocado ocorre quando o tubar\u00e3o \u00e9 pego, preso, lanceado, machucado, acertado ou irritado pelo homem.<\/p>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">Existem tamb\u00e9m as categorias de desastres a\u00e9reos e mar\u00edtimos e de ataques \u00e0 embarca\u00e7\u00f5es. A primeira ocorre, no geral, em mar aberto quando tubar\u00f5es atacam v\u00edtimas de desastres, mas geralmente n\u00e3o se sabe se a v\u00edtima foi morta devido ao ataque de tubar\u00e3o ou devido ao acidente. A segunda, ocorre quando o tubar\u00e3o faz contato f\u00edsico com uma embarca\u00e7\u00e3o deliberadamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como evitar o ataque?<\/strong><br \/>\nInformar-se sobre a \u00e1rea onde ir\u00e1 nadar, surfar, mergulhar ou pescar \u00e9 a principal forma de preven\u00e7\u00e3o. \u00c9 sempre importante saber se h\u00e1 riscos reais envolvidos e que atitudes podem provocar um ataque.<\/p>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_6093\" aria-describedby=\"caption-attachment-6093\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6093 lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o-1.jpg.png\" alt=\"Ataque de Tubar\u00e3o\" width=\"660\" height=\"480\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o-1.jpg.png 660w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o-1.jpg-300x218.png 300w\" data-sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 660px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 660\/480;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6093\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Informar-se sobre a ocorr\u00eancia de tubar\u00f5es na \u00e1rea que pretende utilizar \u00e9 a principal forma de preven\u00e7\u00e3o aos ataques. Fonte: Jared Rice\/Unsplash.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"font_8\"><strong>Al\u00e9m da informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante:\u00a0<\/strong><\/p>\n<ul class=\"font_8\">\n<li>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">nadar, surfar ou mergulhar em grupo, pois os tubar\u00f5es costumam atacar presas solit\u00e1rias;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">n\u00e3o nadar muito longe da costa, pois, al\u00e9m de se isolar, est\u00e1 muito longe da assist\u00eancia, caso necess\u00e1ria;<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">n\u00e3o entrar ou permanecer na \u00e1gua com ferimentos sangrando e ter cuidado se estiver menstruando, pois o olfato dos tubar\u00f5es \u00e9 bem apurado;<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">evitar nadar ou mergulhar:<\/p>\n<ul class=\"font_8\">\n<li>\n<p class=\"font_8\">em \u00e1guas turvas, em ba\u00edas ou estu\u00e1rios;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\">onde h\u00e1 descarregamento de lixo ou vazadores de esgoto, pois h\u00e1 alta atividade predat\u00f3ria de diversas esp\u00e9cies;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\">\u00e1reas de pesca;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\">perto de cardumes nas \u00e1reas rasas;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\">perto de golfinhos e botos que s\u00e3o poss\u00edveis presas para tubar\u00f5es;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\">com joias brilhantes ou roupas coloridas, j\u00e1 que a reflex\u00e3o da luz ao colidir com bijuterias atrai o tubar\u00e3o, pois a imagem para ele \u00e9 semelhante \u00e0s escamas de peixes, al\u00e9m de que tubar\u00f5es percebem contrastes particularmente bem;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\">no per\u00edodo noturno, pois fica mais dif\u00edcil de enxergar o tubar\u00e3o e lutar contra ele, al\u00e9m de ser o per\u00edodo o qual os tubar\u00f5es est\u00e3o mais ativos e t\u00eam maior vantagem sensorial competitiva.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Como reagir ao ataque?<\/strong><br \/>\nCaso perceba que um tubar\u00e3o est\u00e1 pr\u00f3ximo a te atacar, n\u00e3o finja estar morto e nem aja passivamente, \u00e9 recomendado que lute contra ele. Tente parecer maior e mais violento do que ele, assim, o animal desistir\u00e1 do ataque. Bata em partes do corpo do animal que o machuque, principalmente nas \u00e1reas sensitivas: olhos, fendas branquiais e focinho. Quando poss\u00edvel, saia da \u00e1gua rapidamente e busque ajuda. Permanecer na \u00e1gua atrair\u00e1 outros tubar\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 casos no Brasil?<\/strong><br \/>\nSim! Mas apesar de, no geral, os \u00edndices de fatalidade dos ataques no nosso pa\u00eds serem os mais altos do mundo, em 2017 houve apenas 1 (um) ataque no Brasil, o qual n\u00e3o foi fatal, enquanto que no mundo foram 88 ataques, com apenas 5 sendo fatais.<br \/>\nNo Nordeste brasileiro, onde ocorre a maior parte dos casos, o tubar\u00e3o-cabe\u00e7a-chata (Carcharhinus leucas) \u00e9 o principal respons\u00e1vel pelos ataques aos surfistas e banhistas. Metade dos ataques ocorridos no Brasil foram em 1990, devido a diminui\u00e7\u00e3o da oferta de alimento dispon\u00edvel e ao aumento das atividades de lazer no mar.<\/p>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">Pernambuco \u00e9 o segundo estado com o maior n\u00famero de pessoas atacadas no mundo, perdendo apenas para a Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos. Entretanto, \u00e9 recorde mundial ao considerar o n\u00famero de fatalidades ou a extens\u00e3o da \u00e1rea envolvida. Isso ocorre, devido \u00e0 diversos fatores:<\/p>\n<ul class=\"font_8\">\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">h\u00e1 muitas ocorr\u00eancias de esp\u00e9cies agressivas na regi\u00e3o Norte e Nordeste do Brasil, como o cabe\u00e7a-chata e o tintureira;<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">houve um aumento no n\u00famero de surfistas;<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">aumento da degrada\u00e7\u00e3o ambiental da regi\u00e3o, como a <a href=\"https:\/\/www.bioicos.com.br\/single-post\/atividade-pesqueira-e-seus-impactos-no-meio-ambiente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/www.bioicos.com.br\/single-post\/atividade-pesqueira-e-seus-impactos-no-meio-ambiente\">sobrepesca<\/a> e o aterro de <a href=\"https:\/\/www.bioicos.com.br\/single-post\/manguezal-um-bercario-de-vida-marinha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/www.bioicos.com.br\/single-post\/manguezal-um-bercario-de-vida-marinha\">manguezais<\/a>, principais fornecedores de nutrientes para a cadeia alimentar costeira;<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">despejo de esgotos in natura nos mares, que favorecem a maior concentra\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es junto \u00e0 costa a procura de alimento;<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">topografia submarina da regi\u00e3o, a qual atrai naturalmente os tubar\u00f5es de grande porte;<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">influ\u00eancia sazonal da regi\u00e3o, que altera a salinidade e turbidez da \u00e1gua, atraindo ou afastando o tubar\u00e3o da costa. Tubar\u00f5es de grande porte preferem \u00e1guas turvas e com alta salinidade, que ocorre na esta\u00e7\u00e3o seca (outubro a fevereiro);<\/p>\n<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"font_8\">influ\u00eancia das <a href=\"https:\/\/www.bioicos.com.br\/single-post\/o-incrivel-fenomeno-das-mares-uma-onda-oceanica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/www.bioicos.com.br\/single-post\/o-incrivel-fenomeno-das-mares-uma-onda-oceanica\">mar\u00e9s<\/a> na regi\u00e3o, j\u00e1 que as luas cheia e nova provocam maior varia\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s altas, aproximando os tubar\u00f5es da costa;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">constru\u00e7\u00e3o do Porto Suape.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_6094\" aria-describedby=\"caption-attachment-6094\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-6094 size-full lazyload\" data-src=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o-2.jpg.png\" alt=\"Ataque de Tubar\u00e3o\" width=\"660\" height=\"480\" data-srcset=\"https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o-2.jpg.png 660w, https:\/\/www.curiosidadesdeubatuba.com.br\/ubatuba2\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Ataque-de-Tubar\u00e3o-2.jpg-300x218.png 300w\" data-sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" style=\"--smush-placeholder-width: 660px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 660\/480;\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6094\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Porto Suape\/PE, Brasil, em foto de 2012. Fonte: Daniela Nader\/Wikimedia Commons.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao Porto Suape, sua constru\u00e7\u00e3o gerou uma grande degrada\u00e7\u00e3o ambiental, principalmente em \u00e1reas de mangue, e mudan\u00e7as de habitats, sendo um dos principais fatores contribuintes para o cen\u00e1rio de ataques de tubar\u00e3o atual nessa \u00e1rea. Para sua implementa\u00e7\u00e3o, houve o desvio da desembocadura de rios fazendo com que tubar\u00f5es-cabe\u00e7a-chata migrassem desse espa\u00e7o, o qual era um importante habitat para essa esp\u00e9cie, para um habitat alternativo, uma \u00e1rea com intenso uso humano.<\/p>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\">Ademais, o porto aumentou a intensidade do tr\u00e1fego mar\u00edtimo, atraindo os tubar\u00f5es para \u00e1reas costeiras, pois os indiv\u00edduos seguem as embarca\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de estimular a agressividade desses predadores. Al\u00e9m disso, dejetos dos navios s\u00e3o jogados ao mar, atraindo tubar\u00f5es para a regi\u00e3o do porto, que, posteriormente, seguem as correntes para as praias.<\/p>\n<p class=\"font_8\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Vil\u00f5es injustamente<br \/>\n<\/strong>Depois de ler tudo isso, voc\u00ea j\u00e1 deve ter percebido que os tubar\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o vil\u00f5es, pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o muito injusti\u00e7ados pela m\u00eddia sensacionalista. Contudo, \u00e9 recomendado que se tome atitudes preventivas a fim de n\u00e3o atrair o ataque e, caso o ataque aconte\u00e7a, n\u00e3o deixe de lutar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale ressaltar que os tubar\u00f5es s\u00e3o important\u00edssimos enquanto esp\u00e9cies topo de cadeia para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha. Al\u00e9m de contribuir para o controle das popula\u00e7\u00f5es de diversas outras esp\u00e9cies, alimentam-se de animais velhos e doentes. Portanto, t\u00eam uma grande import\u00e2ncia ecol\u00f3gica para o oceano como um todo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, agora j\u00e1 sabe: esque\u00e7a o medo de tubar\u00f5es, ajude a conserv\u00e1-los e a acabar com sua m\u00e1 fama!<\/p>\n<p class=\"font_8\"><em><strong>Postado em <a href=\"https:\/\/www.bioicos.org.br\/post\/ataque-de-tubarao-a-seres-humanos-um-medo-que-deve-ser-desmistificado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bioicos.org.br\/post\/ataque-de-tubarao-a-seres-humanos-um-medo-que-deve-ser-desmistificado<\/a> em 1 Sep 2018 \/ Mariana P. Haueisen, Julia R. Salmazo e Raphaela Duarte<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"font_8\"><strong>Refer\u00eancias<br \/>\n<\/strong>APRILLE, M. Tubar\u00f5es: caracter\u00edsticas e import\u00e2ncia ecol\u00f3gica dos tubar\u00f5es. Uol Educa\u00e7\u00e3o &#8211; Pesquisa Escolar. 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/ciencias\/tubaroes-caracteristicas-e-importancia-ecologica-dos-tubaroes.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/ciencias\/tubaroes-caracteristicas-e-importancia-ecologica-dos-tubaroes.htm\">https:\/\/educacao.uol.com.br\/disciplinas\/ciencias\/tubaroes-caracteristicas-e-importancia-ecologica-dos-tubaroes.htm<\/a>&gt;. Acesso em: 28 ago. 2018.<\/p>\n<p class=\"font_8\">CURTIS, T. Carcharhinus leucas. Florida Museum of National History. University of Florida. 1995-2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/fish\/discover\/species-profiles\/carcharhinus-leucas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/fish\/discover\/species-profiles\/carcharhinus-leucas\/\">https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/fish\/discover\/species-profiles\/carcharhinus-leucas\/<\/a>&gt;. Acesso em: 8 mar. 2018.<\/p>\n<p class=\"font_8\">CRISS, D. In case a shark attacks, here\u2019s how you can fight back. Cable News Network. CNN Travel. 2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/travel\/article\/shark-attacks-summer-tips-to-avoid-trnd\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/edition.cnn.com\/travel\/article\/shark-attacks-summer-tips-to-avoid-trnd\/index.html\">https:\/\/edition.cnn.com\/travel\/article\/shark-attacks-summer-tips-to-avoid-trnd\/index.html<\/a>&gt;. Acesso em: 16 ago. 2018.<\/p>\n<p class=\"font_8\">Florida Museum of Natural History. Reducing Your Risk. International Shark Attack File. 1580-present. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/reduce-risk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/reduce-risk\/\">https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/reduce-risk\/<\/a>&gt;. Acesso em: 20 ago. 2018.<\/p>\n<p class=\"font_8\">Florida Museum of Natural History. Species Implicated in Attacks. International Shark Attack File. 1580-present. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/factors\/species-implicated\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/factors\/species-implicated\/\">https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/factors\/species-implicated\/<\/a>&gt;. Acesso em: 17 ago. 2018.<\/p>\n<p class=\"font_8\">Florida Museum of Natural History. Yearly Worldwide Shark Attack Summary. International Shark Attack File. 1580-present. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/yearly-worldwide-summary\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener undefined\" data-type=\"external\" data-content=\"https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/yearly-worldwide-summary\/\">https:\/\/www.floridamuseum.ufl.edu\/shark-attacks\/yearly-worldwide-summary\/<\/a>&gt;. Acesso em: 20 ago. 2018.<\/p>\n<p>HAZIN, F. H. V.; BURGESS, G. H.; CARVALHO, F. C. A shark attack outbreak off Recife, Pernambuco, Brazil: 1992\u20132006. Bulletin of Marine Science, v. 82, n. 2, p. 199-212, 2008.<br \/>\nMCPHEE, D. Unprovoked Shark Bites: Are they becoming more prevalent?. Coastal Management, v. 42, n. 5, p. 478-492, 2014.<br \/>\nMUTER, B. A. et al. Australian and US news media portrayal of sharks and their conservation. Conservation Biology, v. 27, n. 1, p. 187-196, 2012.<br \/>\nNEFF, C. Australian beach safety and the politics of shark attacks. Coastal Management, v. 40, n. 1, p. 88-106, 2012.<br \/>\nSCHULTZ, L. P. Predation of sharks on man. Chesapeake Science, v. 8, n. 1, p. 52-62, 1967.<br \/>\nSZPILMAN, M. Tubar\u00f5es no Brasil: guia pr\u00e1tico de identifica\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Aqualittera, 2004. 160 p.<br \/>\nWOOLGAR, J. D. et al. Shark attack: review of 86 consecutive cases. Journal of Trauma and Acute Care Surgery, v. 50, n. 5, p. 887-891, 2001.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que os tubar\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o amea\u00e7adores assim? 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