AUFM – Associação Ubatubense de Futebol de Mesa

A Associação Ubatubense de Futebol de Mesa (AUFM) é uma entidade sem fins lucrativos, que visa desenvolver a prática do futebol de botão (ou futmesa) na cidade de Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo.

AUFM - logo

É composta pelos associados, que integram uma Diretoria e um quadro de membros. A Diretoria é eleita para mandatos de um ano. Todos os associados podem candidatar-se à Diretoria e todos os associados podem participar dos torneios, que também podem ter a presença de convidados.

Missão
Fomentar, propiciar e desenvolver a prática lúdica e esportiva do futebol de mesa em Ubatuba e fazer dessa atividade uma agregadora de companheirismo, desportividade e civilidade, possibilitando a crianças dos 8 aos 80 anos o prazer de compartilhar privilégio da prática dessa modalidade.

Regras
A entidade realiza eventos em duas modalidades: 12 Toques (com bolinha de feltro e botões de acrílico) e Temática (com pastilha e botões vidrilhas).

LitoVale, Federação e Confederação
A partir de 2006, botonistas da AUFM passaram a participar dos torneios da Federação Paulista e da Confederação Brasileira. No mesmo ano, a AUFM foi uma das fundadoras da Liga Litoral Norte e Vale do Paraíba de Futebol de Mesa – Liga LitoVale – e desde então disputa também os eventos dessa entidade regional. Tanto individualmente quanto por equipes, já conquistou títulos importantes na Federação Paulista e na Liga LitoVale.

Uniforme AUFM

Os uniformes da equipe ubatubense têm as cores do brasão oficial da AUFM (as mesmas da bandeira de Ubatuba). O quadro de camisas titulares tem a predominância do azul com listras brancas verticais. O quadro reserva tem o vermelho no lugar do azul e o amarelo no lugar do branco.

Conheça mais a AUFM:
https://www.facebook.com/futmesaubatuba
http://www.futmesaubatuba.com.br/index.html

 

Futebol de Mesa – História
Relatos de antigos colecionadores contam que marmanjos do Pará já brincavam de fazer gols com pequenos botões por volta da década de 20. Logo, o jogo chegaria ao Rio de Janeiro, onde, em 1930, o músico e publicitário Geraldo Décourt publicou o primeiro livro de regras oficial. 

Nesta época, o jogo era praticado com botões de roupas. Foi desenvolvido para ser praticado sobre uma mesa que tem aparência de um campo de futebol. Os botões fazem o papel dos jogadores que são movimentados através de uma palheta. Toda vez que o jogador for jogar a bola no gol, deverá avisar seu adversário para que ele posicione seu goleiro. No ano de 1988, o futebol de botão passou a ser uma modalidade esportiva.

O criador Décourt, inicialmente jogava com botões de madeira, e publicou o primeiro livro de regras oficial. Naquela época, o jogo tinha um nome bem estranho: Celotex, o mesmo do material de que eram feitas as mesas. Com a popularização do jogo em todo o país, cada região desenvolveu suas próprias regras. 

Em seguida, passou a utilizar os plásticos. Desenvolveu o jogo como se fosse uma brincadeira para divertir a criançada. Não imaginava que ali estaria surgindo uma importante modalidade esportiva, que foi difundida e praticada em diversos países. Hoje, as regras e materiais da experiência brasileira atravessam as fronteiras e ganham adeptos em todo o mundo.

Décourt não se cansava de divulgar a modalidade e organizar eventos com a presença do futebol de mesa. Daí a sua grande popularização em tão pouco tempo. Regras foram sendo acrescentadas e o próprio material usado para executar o jogo que também foi se adequando. De 1930 a 1980 muitas mudanças foram implantadas.

Em 1950 foram produzidos botões industrializados, compostos por plásticos e com adesivos na região central. O escudo continha a face de importantes jogadores de futebol do Brasil. Já os botões de acrílico eram usados em menor proporção.

A Mesa
Os primeiros campos eram feitos de madeira maciça – lisa ou revestida com placas de feltro – ou Celotex, material feito a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Hoje, as mesas são de aglomerado, uma mistura de serragem de madeira com cola.

Botões de roupa
Entre a década de 20 e a de 40, a maioria dos jogadores eram feitos de botões de casacos ou paletós. Alguns praticantes lixavam as bordas deles para que deslizassem melhor.

Fichas
Por volta dos anos 50, fichas de plástico, usadas em cassinos, começaram a substituir os botões de roupa. Em alguns casos, elas eram polidas em pedras de mármore, com água e sapólio.

Tampas de relógio
Na década de 60, entraram em campo novos craques. As tampas eram pintadas e recebiam aplicações de números e distintivos de times.

Acrílico
Introduzido no início dos anos 70, esse material é usado até hoje. Estampas são impressas por silk screen. Também de acrílico, os botões argola são os preferidos dos profissionais até hoje. Segundo eles, o furo faz com que a peça tenha um atrito mais regular com a mesa.

Bolinhas, Goleiros e Palhetas
As bolinhas, que já foram feitas de miolo de pão, cortiça e lã, hoje são de plástico ou feltro. O acrílico usado nos jogadores é o mesmo material de onde saem os goleiros. Essa resina também serve para produzir a palheta – peça usada para impulsionar os craques pela mesa -, embora também existam modelos de plástico e madrepérola.

Materiais alternativos
Para montar um time, vale tudo. Há jogadores feitos de chifre de boi, de madeira e de casca de coco.

Parte da equipe da AUFM

Reconhecimento oficial
Por meio da Resolução N.º 14, de 29 de setembro de 1988, de forma a acatar o Of. N.º 542/88 e o Processo N.º 23005.000885/87-18, baseado-se na Lei N.º 6.251, de 8 de outubro de 1975 e no Decreto N.º 80.228, de 25 de agosto de 1977, também foi assinada pelo Conselheiro-Presidente Manoel José Gomes Tubino, o CND (Conselho Nacional de Desportos) reconheceu o Futebol de Mesa como uma modalidade desportiva a ser liberada no Brasil, como uma vertente do esporte de salão, no qual já estão incluídos o xadrez e o bilhar. O Futebol de Mesa acontece em cinco modalidades; quatro oficiais (Disco, Bola 12 Toques, Bola 3 Toques e Dadinho) e uma experimental (Pastilha).

O Conselho Nacional do Desporto reconheceu o futebol de botão como esporte legítimo, oficializando as três modalidades praticadas até hoje: baiana, carioca e paulista. A principal diferença entre elas é o número de toques que o praticante pode dar na bola a cada lance. Os jogadores também evoluíram bastante ao longo das décadas. Inicialmente, eles eram feitos de qualquer material disponível: de botões de casaco a pedaços de casca de coco.

Era preciso mesmo muita imaginação para enxergar ali um craque da época, como Leônidas da Silva ou Friedenreich. As bolinhas exigiam uma improvisação ainda maior. No início, valia apelar até para miolo de pão ou farinha de mandioca misturada com água. Hoje, elas são de plástico ou de feltro.

O uso dessa modalidade esportiva para crianças também é uma importante forma de incentivar a prática de esportes que tenham a ver com nossa nacionalidade. Além disso, o futebol de botão ajuda no desenvolvimento do raciocínio e também trabalha o aspecto corporal. Em tempos de tantas tecnologias e ferramentas mobiles, incentivar o uso de tal esporte é importante para que as crianças também se movimentem.

Fonte de Informações: https://www.colegioweb.com.br/curiosidades/quando-surgiu-o-futebol-de-botao.html
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-surgiu-o-futebol-de-botao/