Poço Verde

O caminho para a Cachoeira do Poço Verde é a partir de um estacionamento particular, o mesmo que serve para visitar a Cachoeira da Renata. Após atravessar o riacho (que forma as Cachoeiras da Renata e do Corrêa), entramos em uma trilha de nível fácil (aproximadamente 8 minutos), até chegar ao Poço Verde, sendo a maior dificuldade, atravessar este riacho pelas pedras.

Início da Trilha para o Poço Verde

Muitas pessoas, quando ouvem falar de sertão, logo imaginam um lugar árido e com resquícios de água, este não é o caso dos balneários de Ubatuba, que são compostos por muitos sertões, e todos são formados por várias quedas d´água e piscinas naturais.

Poço Verde

O Sertão da Quina, apresenta muitas cachoeiras e seu acesso é por uma estradinha asfaltada a partir da Praia da Maranduba, no Km 76 da Rodovia Rio-Santos.

Poço Verde

A maior de todas as cachoeiras é a Água Branca, localizada já dentro dos domínios do Parque Estadual da Serra do Mar, com acesso somente por trilha, de dificuldade alta, que só deve ser realizada com a presença de monitores profissionais, em cerca de 5 horas (ida e volta). As mais conhecidas dos turistas são o Poço Verde, a Cachoeira da Renata e a Cachoeira do Corrêa, acessíveis por uma estradinha asfaltada pelo interior do bairro Sertão da Quina.

Poço Verde

É um ótimo passeio ecológico, onde se pode apreciar a biodiversidade da Mata Atlântica “in natura”, pois animais silvestres, pássaros e plantas convivem em harmonia nesse paraíso, localizado quase no pé da serra.

No local temos corredeira, uma pequena queda d´água e a formação de um poço, onde os turistas se banham, inclusive as crianças, e o nome Poço Verde, se deve a cor das águas, que refletem o verde da Mata Atlântica abundante que cerca o local.

Recomendações:
As cachoeiras geralmente encontram-se em locais distantes dos centros urbanos e de pronto-socorro e/ou hospitais, portanto os cuidados devem ser redobrados, siga atentamente algumas recomendações:
– Não realize trilhas sozinho e de preferência esteja sempre acompanhado de um guia credenciado ou um morador/”mateiro” da região;
– Avise previamente alguém sobre seu passeio, informando a direção que pretende seguir, lembre-se que na mata, raramente funciona o celular;
– Respeite a natureza, não retire plantas, não deixe lixo e mantenha-se na trilha;
– Utilize roupas próprias para entrar na trilha, tais como, calça comprida de preferência de tecido grosso, camisa de manga comprida e calçado.
– Muito atenção aos animais peçonhentos que existem em abundância na Mata Atlântica de Ubatuba, são cobras venenosas, como a jararacuçu, jararaca, urutú-cruzeiro e coral. Observe o caminho, pois elas podem estar “tomando sol” sobre o tapete de folhas que se forma na trilha, ou mesmo nos galhos das árvores;
– Esteja ciente que geralmente nas cachoeiras temos também muitos borrachudos;
– Redobre a atenção na área da cachoeira, pois as pedras e as lajes que se formam são escorregadias e acidentes são mais comuns do que se imagina;
– Não se arrisque mergulhando em poços fundos ou mesmo nos “escorregadores” naturais, respeite o ambiente e usufrua da beleza do lugar com muita moderação;
– Não é recomendável nadar em cachoeiras depois de um período de chuvas;
– Um fenômeno chamado “cabeça d’água”, pode causar acidentes fatais. Este acontece, quando ocorre uma chuva forte na cabeceira do(s) riacho(s) que forma(m) a cachoeira, no alto da serra, aumentando o volume de água, e provocando uma enxurrada. Muitas vezes a região onde os turistas estão desfrutando das águas da cachoeira, geralmente as piscinas / poços naturais, está ensolarada por isso é difícil prever este fato.