14 de Setembro – Dia da Santa Cruz Padroeira de Ubatuba

14 de Setembro – Dia da Santa Cruz Padroeira de Ubatuba

14 de Setembro – Festa da Exaltação da Santa Cruz

A Igreja Matriz de Ubatuba, dedicada à Exaltação da Santa Cruz, é um dos principais símbolos religiosos e históricos da cidade. Localizada no centro de Ubatuba, a igreja faz parte da história e da identidade cultural do município, sendo conhecida como a Igreja Matriz de Ubatuba. A Santa Cruz é a padroeira de Ubatuba, representando uma importante tradição religiosa que atravessa gerações. A devoção à Santa Cruz está profundamente ligada à formação histórica da cidade e às manifestações de fé da comunidade ubatubense.

Além de seu significado religioso, a Igreja Matriz também possui grande importância cultural e arquitetônica, sendo um ponto de referência para moradores e visitantes. Ao conhecer o centro histórico de Ubatuba, vale a pena visitar esse importante patrimônio e conhecer um pouco mais sobre a história e as tradições que fazem parte da identidade da cidade.

Igreja Exaltação da Santa Cruz
Igreja Exaltação da Santa Cruz

A Igreja Católica ocidental conhece a festa da Invenção da Santa Cruz, celebrada no quinto e sexto século, em memória da célebre aparição do sinal da Cruz, na batalha da ponte Mílvia, que deu a vitória ao imperador Constantino sobre seu competidor Maxêncio, e a festa da Invenção do Santo Lenho, pela Imperatriz Santa Helena. A liturgia dos nossos dias, porém, reserva o dia 3 de Maio à celebração da Invenção da Santa Cruz e à Aparição maravilhosa na batalha acima referida, dando-lhe o título: Festa da Invenção da Santa Cruz. O dia 14 de Setembro, dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz, comemora o glorioso fato da reconquista da Santa Cruz das mãos dos Persas.

Chosroes II, rei da Pérsia, pegara em armas contra o império oriental romano (610), sob o pretexto de querer vingar as crueldades que o imperador Phocas tinha praticado contra o imperador Maurício. Phocas desapareceu e teve por sucessor Heráclio, governador da África. Este fez proposta de paz a Chosroes, que este rejeitou. Uma cidade após outra caiu em poder dos Persas, sem que Heráclio lhes pudesse tolher os passos. Senhor de Jerusalém, Chosroes praticou as maiores atrocidades contra sacerdotes e religiosos, reduziu à cinza as igrejas, e entre outras preciosidades, levou também a parte do Santo Lenho, que Santa Helena tinha deixado na cidade Santa.

Heráclio pela segunda vez pediu a paz. O rei bárbaro respondeu-lhe com arrogância e orgulho: “Os Romanos não terão paz, enquanto não adorarem o sol, em vez de um homem crucificado”. Vendo assim frustrados todos os esforços, Heráclio pôs toda confiança em Deus e em 622 marchou contra a Pérsia. Vitorioso no primeiro encontro, na Armênia, no ano seguinte o exército cristão conquistou Gaza, queimou o templo, junto com a estátua de Chosroes, que nele se achava. Chosroes mesmo foi assassinado pelo próprio filho, com o qual Heráclio celebrou a paz. Uma das primeiras condições desta paz foi a restituição do Santo Lenho, o qual Heráclio levou em triunfo para Constantinopla.

Uma vez livre do jugo dos Persas, Heráclio resolveu a solene trasladação do Santo Lenho para Jerusalém. Na primavera do ano de 629, com grande comitiva, foi à Cidade Santa, levando consigo a preciosa relíquia. Festas extraordinárias prepararam-se na Palestina. Em procissão soleníssima foi levada a Santa Cruz, para ser depositada na igreja do Santo Sepulcro, no monte Calvário. O Imperador tinha reservado para si a honra de a carregar. Chegada a procissão à porta da cidade que conduz ao Gólgota, Heráclio, como retido por forças invisíveis, não pôde dar mais um passo adiante.

O patriarca Zacarias, que se achava ao lado do Imperador, levantou os olhos ao céu e como por inspiração divina, disse-lhe: “Senhor! Lembrai-vos de que Jesus Cristo era pobre, quando vós andais vestido de púrpura; Jesus Cristo levava uma coroa de espinhos, quando na vossa cabeça vejo brilhar uma coroa preciosíssima; Jesus Cristo andava descalço, quando vós usais calçado finíssimo”. Heráclio com humildade aceitou o aviso do patriarca. Sem demora tirou a coroa, trocou o manto imperial por uma túnica pobre, substituindo o rico calçado por sandálias e, tomando de novo o Santo Lenho, sem dificuldade alguma o levou até a última estação. Lá chegado, todo o povo se acercou da grande relíquia, venerando-a com muita fé. Muitos doentes recuperaram a saúde.

Para todos o dia 14 de Setembro de 629 foi um dia de triunfo e da mais pura alegria. Deus ainda o glorificou por milagres, dando a saúde a muitos enfermos.

Praça da Matriz com o Coreto e a Igreja Exaltação da Santa Cruz
Praça da Matriz com o Coreto e a Igreja Exaltação da Santa Cruz

03/05 – Também é celebrado o Dia da Santa Cruz
O Dia da Santa Cruz é uma tradição portuguesa, neste caso, a festa principal acontece em 03 de maio, dia em que Santa Helena apresentou a Dioclesiano a cruz em que Jesus Cristo foi crucificado. Santa Helena, mãe de Constantino, havia mandado descobrir o paradeiro da cruz. No século 18, nas cidades históricas, era comum colocar cruzes em pontes e nos cruzeiros, sempre erguidos no ponto mais alto da cidade. Normalmente, o cruzeiro era decorado com os martírios de Cristo. Este costume partiu de uma solicitação das senhoras da época, ao Bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz, já que tinham fé e acreditavam que as cruzes espantavam os maus espíritos e assombrações, que teimavam insuflar brigas e confusões nas áreas de garimpo.

Fonte de Informações: 
https://www.facebook.com/ubatuba.historia/posts/793162584130214
http://descubraminas.com.br/Cultura/Pagina.aspx?cod_pgi=2146