Parque Estadual da Ilha Anchieta

O Parque Estadual da Ilha Anchieta é um dos principais atrativos turísticos de Ubatuba, tanto pela importância histórica com as Ruínas do Presídio, suas belas praias e trilhas, seus excelentes pontos de mergulho e pela Mata Atlântica preservada.

Ilha Anchieta

Localizada muito perto do continente, apenas à 600 metros, chamada antigamente de Ilha dos Porcos, teve a atual denominação de Ilha Anchieta dada em 1934, como parte das festividades, do quarto centenário de nascimento do padre José de Anchieta. O acesso é fácil por barco, lancha, SUP ou escuna, sendo que o passeio por escuna dura em média 4 horas. As saídas são do Pier do Saco da Ribeira, da Praia da Enseada, do Itaguá ou do Lázaro, e no caminho até a ilha é comum receber a visita de golfinhos que acompanham a embarcação.

Ilha Anchieta - Chegada

A Ilha Anchieta é a segunda maior ilha do Estado de São Paulo e o Parque possui cinco trilhas terrestres, uma sub-aquática e abriga as ruínas da antiga Prisão de Segurança Máxima do Estado de São Paulo. Está em uma área de proteção ambiental criado através do decreto de lei 9.629 de 29 de Março de 1977 do Estado de São Paulo e administrado pelo Instituto Florestal, órgão vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente. É uma das áreas protegidas no estado de maior importância dada sua riqueza histórica e natural que compõe seu cenário.

Ilha Anchieta - Praia do Presídio

Reserva ecológica
A Ilha Anchieta conserva uma floresta exuberante, com diferentes estágios de formação, restingas, campos de samambaias e campos antrópicos. A vegetação é rica, podendo-se encontrar árvores como a amendoeira-da-praia, a palmeira-leque e ainda o coco-da-baía. 
Com uma área de 826 hectares (8,26 km²), a ilha abriga uma pequena fauna, a maioria introduzida na Ilha em 1983 pelo Zoológico de São Paulo, cerca de 16 espécies de animais, sendo que a população de saguis, capivaras e quatis cresceu de forma desequilibrada, e sempre estão atrás dos biscoitos dos turistas.

Ilha Anchieta - Macacos

Levantamentos científicos constataram a presença de 72 espécies de aves, entre as quais: sabiá, juriti, tangará, tiê-sangue, coleirinho, saíra, bem-te-vi, atobá, gaivota e beija-flor. Nas águas cristalinas que cercam a ilha são encontrados cardumes de tainhas, robalos, carapaus, sardinhas, peixes voadores, toninhas (golfinhos) e tartarugas marinhas, protegidos por um polígono de interdição de pesca de qualquer modalidade. Existe uma grande população de cobras jararacas na ilha, sendo necessário utilizar botas ao caminhar pelas trilhas, e uma outra curiosidade é a presença de enormes Vespas Caçadoras, que apesar de inofensivas, impressionam pelo tamanho.

Ilha Anchieta - Vespa

No Parque Estadual é proibido acampar, pescar, retirar do mar ou dos costões qualquer espécie de flora ou fauna marinha, colher mudas, cortar plantas, levar animais domésticos e abrir caminho pela mata. Estando na ilha é possível encontrar o pessoal do projeto “Filhos da Ilha“, que são familiares, amigos e admiradores dos que viveram na ilha e estavam no dia da rebelião, e eles te contarão fatos que marcaram para sempre a história da ilha.

Mergulho na Ilha Anchieta
A Ilha Anchieta é considerada um dos melhores pontos de mergulho do Brasil. A caça e a pesca são proibidas, no entanto, o mergulho contemplativo é liberado, e a riqueza da fauna, flora e grandes peixes de passagem permitem uma bela viagem pelo mundo submarino, bastante procurada para fotos submersas. A profundidade varia entre 3 e 12 metros e a temperatura média da água fica entre 20°C e 28°C. Uma atividade incentivada pelos instrutores do parque é a Trilha Sub-Aquática, que permite vermos com detalhes a rica fauna e flora da costeira e aprender junto com os pesquisadores a sua importância.

Trilha Subaquática Ilha Ancjhieta

No verão costumam ocorrer quedas buscas na temperatura, chegando até 15°C, portanto, durante o mergulho, o uso de roupas isotérmicas de 5mm é recomendável o ano todo. A visibilidade varia muito em função de correntes e condições climáticas, indo de 2 a 10 metros. O fundo é composto de costões rochosos e areia. Fauna e flora são abundantes, podendo-se observar corais cérebro, esponjas, algas, tartarugas, budiões, arraias-prego, garoupas, badejos e peixes coloridos, principalmente na Ponta Sul.

Praias da Ilha Anchieta
A ilha possui sete praias (Praia do Engenho, Prainha de Fora, Presídio, Sul, Leste, Palmas e Sapateiro) e existem várias trilhas para caminhadas. Costões cercados de Mata Atlântica levam à Praia do Sul. A trilha da prainha tem 530 metros de extensão e liga a “Praia do Presídio” à “Praia do Engenho”, onde grandes rochas formam uma piscina natural no mar. Diversas espécies da vida marinha podem ser vistas em suas águas claras e transparentes.

Ilha Anchieta - Mapa

Praias do Presídio e do Sapateiro
As Praias do Presídio e do Sapateiro são as praias de recepção da Ilha, o píer usado para o embarque e desembarque dos visitantes é o que delimita suas fronteiras. São praias de tombo onde não é aconselhável o nado para crianças, praias belíssimas de águas cristalinas e areia bem límpida. Todas as construções da Ilha ficam em suas imediações: o centro do atendimento ao turista, por exemplo, que funciona como guia e o museu da Ilha, logo atrás do centro, onde estão localizadas as ruínas do antigo presídio.

Ilha Anchieta - Praia do Presidio

A Praia do Presídio é a primeira praia avistada pelo turista ao chegar de escuna em seu píer, tem areias amareladas e é a principal praia do Parque Estadual da Ilha Anchieta. Encanta tanto pela beleza como pela história local, da rebelião de presos ocorrida em 1952, o que levou ao desativamento do presídio que ali funcionava.

Praia do Engenho
A Praia do Engenho está localizada cerca de 530 metros à esquerda de quem desembarca no píer, por uma trilha fácil de 10 minutos de caminhada. No caminho temos a possibilidade de subir ao Mirante do Boqueirão com visual fantástico da baía principal da Ilha.

Ilha Anchieta - Praia do Engenho

As águas da Praia do Engenho são límpidas e tranquilas e propícias para receber as mais variadas embarcações trazendo visitantes e pesquisadores. Além da praia o destaque é a ducha de água doce canalizada diretamente da Serra.

Ilha Anchieta - Ducha na Praia do Engenho

Praia das Palmas
A Praia das Palmas que era chamada Praia Grande da Ilha Anchieta, é a mais extensa de toda a ilha, uma enseada de águas tranquilas que banham sua orla, e está localizada à direita de quem desembarca na ilha.

Praia das Palmas - Ilha Anchieta

São apenas dez minutos de caminhada do pier até lá em uma trilha plana e agradável, onde você pode avistar diversos animais da fauna local.

Praia do Sul
A trilha para a praia do sul se inicia logo após passar pela Praia das Palmas, são cerca de 1100 metros até chegar ao destino final. O esforço que não é grande é recompensador.

A Praia do Sul é uma pequena praia de águas verdes, pouco frequentada já que a grande maioria dos visitantes não se arrisca na trilha, e este percurso só pode ser feito com a presença de monitores do parque, ou com uma autorização especial.

O caminho que já era utilizado antigamente pelos pescadores e moradores da região, foi muito devastado no passado e hoje passa por um processo de recuperação ambiental.

É uma trilha que está documentada com capacidade de carga e pontos interpretativos da Mata Atlântica, restinga, lendas, histórias e grande variedade de fauna que é fonte de estudo para as escolas que visitam o Parque.

No meio da trilha há um pequeno desvio na trilha que leva até um mirante com vista para toda a enseada das Palmas.

Ao chegar à esta praia paradisíaca, observamos as águas cristalinas do mar, vegetação restinga e abundante vida marinha, sendo um convite para o mergulho livre.

Praia do Leste
Seu acesso é somente de barco e esta praia é sinônimo de sossego, ótima para quem quer relaxar e dar um mergulho. Uma curiosidade é que em 1997, uma estátua em tamanho natural, foi colocada na Praia do Leste pela Associação das Operadoras de Mergulho de Ubatuba, em homenagem ao cientista francês e “pai do mergulho”, Jacques Cousteau. A estátua encontra-se a nove metros de profundidade próxima ao costão rochoso.

Praia do Leste - Ilha Anchieta

Mirante do Boqueirão
Este mirante está localizado entre as Praias do Presídio e a do Engenho. Subindo uma pequena escadaria, estamos em uma posição privilegiada onde avistamos as Praias do Presídio, das Palmas e a Ponta da Espia que é a menor distância entre a Ilha Anchieta e o continente (cerca de 500 metros).

Ilha Anchieta - Mirante do Boqueirão

A Geologia explica que milhares de anos atrás a Ponta da Espia estava ligada ao que é hoje a Ilha Anchieta, e formava um “continuum” de Mata Atlântica. Devido ao aumento do nível do mar, hoje a conexão não é visível, ocorrendo na parte submersa e através de animais de voo longo (aves e morcegos), que transitam entre a ilha e o continente.

Mirante do Boqueirão Ilha Anchieta

Trilha do Saco Grande – A caminhada começa na praia do presídio percorrendo uma área direcionada a estudos e pesquisas e segue em direção a um antigo Quartel (onde foram mortos soldados e civis na rebelião de 1952). A vegetação está se regenerando e ocupando as casas da antiga vila militar, trazendo de volta os primeiros moradores da mata. Ao final da trilha no costão rochoso deparamos com um mirante das ilhas da região e do mar aberto. Em dias claros é possível avistar tartarugas marinhas em seu habitat natural. Na volta não deixe de tomar uma ducha (Ducha do Maneco) reservada aos que fazem o passeio.

História da Ilha Anchieta, o Presídio, Rebelião, Fatos e Lendas
O primeiro “dono” desta Ilha que se tem notícia, foi o Cacique Cunhambebe, o mais poderoso chefe da Nação Tupinambá, sendo que um dos seus prisioneiros mais famosos, foi o alemão Hans Staden, conhecido como o primeiro “turista” a visitar Ubatuba e descrever o dia-a-dia dos índios. Em torno deste cacique é que se articulou todo o trabalho do Padre José de Anchieta a fim de conseguir a paz entre os portugueses e os índios do litoral chamados de Tamoios (que quer dizer “os primeiros”). Surgindo também daí a reunião indígena “Confederação dos Tamoios”. A ilha nessa época era conhecida como a Tapera de Cunhambebe, eles chamavam a ilha de Tapira, traduzido como “lugar calmo”, e a ilha também era denominada como Pô-Quã (que quer dizer “pontuda”), provavelmente por se referir as duas montanhas de seus extremos: Morro do Papagaio e Morro do Farol.

Cronologia de fatos na Ilha Anchieta
– Em 1800 um destacamento do Exército Português, se instalou para garantir a posse da terra.
– Em 1850 abrigou uma base da Marinha Inglesa, para combater o tráfico de escravos negros.
– Em 1885 a Ilha passou a ser denominada Freguesia do Senhor Bom Jesus da Ilha dos Porcos.
– Em 1902 foram desapropriadas cerca de 412 famílias, para dar início  a construção do projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, da Colonia Correcional (inaugurada em 1904), destinada a recolher os homens bêbados e os considerados vadios, sendo desativada em 1914.
– Em 1926 abrigou 2.000 imigrantes colonos russos, fugitivos da Revolução Russa, que tentaram  sobreviver na ilha, porem sem saber distinguir nas plantações nativas indígenas a colheita certa, morreram mais de cem, envenenados com mandioca brava de fazer farinha, com isso, o governo mandou-os de volta à sua pátria.
– A Ilha, durante um período, foi chamada de “Ilha dos Porcos”, que era um nome de cunho pejorativo, que durou até 1934. Em comemoração ao quarto centenário de nascimento de Padre José de Anchieta, a ilha passou a se chamar “Ilha Anchieta”, e o presídio “Instituto Correcional da Ilha Anchieta”.
– Em 1945, chegou à ilha outro grupo de presos políticos, chamado “Shindo Romei”, ideologistas japoneses que executavam seus compatriotas aqui mesmo no Brasil, por considerá-los amigos dos brasileiros e, por conseguinte, traidores do Japão.
– Na década de 50, o presídio da Ilha Anchieta recebeu presos políticos da ditadura do presidente Getúlio Vargas, e também os mais perigosos bandidos do país. Era quase que impossível fugir do presídio.

A Maior Rebelião da História Mundial
As celas do presídio foram construídas de modo a formar um pátio retangular. Era nesse pátio que os presos se reuniam, tendo em volta as celas onde ficavam confinados cerca de 453 presos, todos de alta periculosidade. Havia bastante animosidade entre grupos rivais, que se enfrentavam no pátio, e os cerca de 50 policiais tinham grande trabalho para conter estes conflitos. O principal líder dos presos era o perigoso João Pereira Lima, o Pernambuco.

Ilha Anchieta - Presidio

Um dia chegou ao presídio para cumprir pena Álvaro da Conceição Carvalho Farto, o famoso Portuga, um criminoso formado em engenharia e muito inteligente. Aos poucos o Portuga passou a influenciar os outros presos, estruturou a vida de todos dando funções específicas a cada um para organizar a vida interna, o que diminuiu os conflitos. Mas as intenções do Portuga não eram boas.

Tendo criado uma organização entre os presos, passou a arquitetar um plano para uma rebelião, que incluía a tomada do presídio e das armas que ficavam no quartel do Morro do Papagaio. Sob a influência de Portuga, os detentos passaram a ser mais cordiais e gentis, se aproximaram bastante dos policiais e até da população da ilha, num clima de confiança e paz que na verdade era preparatório para o golpe.

Ilha Anchieta - Presidio

No dia 20 de junho de 1952, mais de 100 presos saíram para transportar a lenha já cortada no dia anterior, tendo como escolta apenas dois soldados e dois funcionários do presídio. Diante da amizade e descontração que foram cuidadosamente planejadas entre os presos para com os policiais, em certa hora Pereira Lima retirou o fuzil de cada soldado e, lá na mata, matou um e amarrou o outro soldado e mais os dois funcionários em uma árvore, e se dirigiram para o presídio. Com as armas de fogo dentro de feixes de lenha, passaram, como sempre, em frente ao quartel onde, em golpes súbitos, atacaram, atirando e matando os policiais que faziam a guarda.

Dominaram a sala de armas e tomaram conta de tudo. Muitos soldados morreram tentando defender o quartel. A vitória dos presos foi completa. Foi a maior rebelião do mundo na época; todos os presos puderam fugir, foi preciso a Polícia Civil, Marítima, Polícia Militar de São Paulo e Fluminense, além da Marinha, Exército e Aeronáutica, para capturar e acabar com a rebelião.

Como resultado dessa tragédia, fugiram 129 presos, sendo 108 recapturados, morreram 18 presos, 8 policiais e 2 funcionários civis, e o grande líder, Portuga, que tinha problemas cardíacos, foi encontrado morto na Ilha. Este episódio levou ao fechamento definitivo do presídio em 1955. Uma rebelião histórica, notícia em todo mundo e quem visita o presídio tem acesso as informações sobre a construção do prédio, os presos que lá estiveram, o plano de fuga e a rebelião que resultou na morte de muita gente.

Projeto Filhos da Ilha Anchieta
“Filhos da Ilha” é como são chamados as cerca de 250 pessoas que nasceram, moraram e/ou trabalharam na Ilha Anchieta na época da rebelião. Este evento de resgate da história da rebelião do presídio da Ilha Anchieta, denominado “Filhos da Ilha”, foi organizado pelo Tenente Samuel, oficial da Polícia Militar já reformado.

Filhos da Ilha Anchieta

Trata-se de um encontro dos remanescentes da rebelião do presídio da Ilha Anchieta, que acontece anualmente, para relembrar o trágico acontecimento de 1952. O que antes era motivo de tristeza, hoje é um evento marcado pela solidariedade, paz e emoção. Familiares de pessoas que viveram, trabalharam ou estiveram presas na época, se reúnem para não deixar que a história se perca.

O evento, teve início num encontro em Taubaté com 63 pessoas, e atualmente conta com algumas centenas de pessoas, que lotam as escunas em busca de um resgate social e histórico, além da confraternização e um belo passeio marítimo. Também é celebrada uma missa na Capela da Ilha por intenção daqueles que perderam a vida no levante de 1952, na Ilha Anchieta, e também por todos os ‘Filhos da ilha’, tanto os que moraram no local como de seus descendentes.

Ilha Anchieta - Capela

O Tenente Samuel escreveu quatro livros sobre o palpitante tema:
–  “Ilha Anchieta – Rebelião e Fatos”.
–  “Casa de Custódia de Taubaté” – em parceira com o Coronel Lamarque Monteiro.
–  “Ilha Anchieta – O Prisioneiro do Pavilhão 6”.
– “Rebelião da Ilha Anchieta – Relatos de um Sobrevivente”.

Filhos-da-Ilha-Anchieta - Livro

Filhos da Ilha – O resgate da história
O organizador do “Filhos da Ilha” é um tenente que nada tem a ver com a rebelião na Ilha, senão a paixão pela história e uma série de coincidências que o levaram promover esses encontros. “Não planejei nada, foi acontecendo naturalmente”, afirma o Tenente Samuel Messias de Oliveira. Ele não trabalhou no Instituto Correcional da Ilha Anchieta, que foi o primeiro presídio de segurança máxima do estado de São Paulo, mas trabalhou em diversos outros presídios, como o Carandiru, a Febem e o Instituto de Reeducação de Tremembé. Neste último, conheceu João Pereira Lima, o líder da rebelião e teve contato com policiais e soldados. Antes disso, havia lido o livro “Motim na Ilha”, que representou seu primeiro contato com a história.

Mais tarde, o tenente resolveu ir conhecer a Ilha “pessoalmente” e encontrou o presídio em ruínas, bem como a sua história, como se fosse algo a ser esquecido. A partir disso, começou a pesquisar e escrever a história em jornais e livros, para homenagear os sobreviventes. Samuel conta que, a princípio, era muito doloroso para os sobreviventes resgatar esse passado traumático, lembrar do massacre que deu origem a um filme italiano denominado “Mãos Sangrentas”.

“No primeiro encontro, quando exibi o filme da minha primeira visita à Ilha, muitas pessoas se emocionaram, passaram mal, mas aos poucos, eles foram reassumindo sua história. Hoje eles têm orgulho de serem descendentes do povo da Ilha. O encontro “Filhos da Ilha” representa um resgate espiritual, psicológico e social, onde histórias vêm à tona, as mágoas são dissipadas e o que predomina é a emoção e a solidariedade”.

História ou Lenda…
Segundo registros, até o início do século XIX, a ilha fora habitada por índios e a tribo usava o centro da Praia Grande (hoje conhecida como Praia das Palmas), três minutos das areias adentro, um terreno como cemitério, o mesmo utilizado pelos militares para enterro dos presos e moradores da praia.

Alguns pescadores contam a história, que afirmam ser verdadeira, que na época em que a pesca era liberada, eles passavam a noite acampados na Praia Grande e lá passavam o picaré (pesca de dois ou mais homens. A rede vertical de aproximadamente um metro e meio é presa por um bambu em ambas as laterais).

Um homem segura um extremo no raso, enquanto o outro entra no mar preparando o cerco e, no momento certo, ambos puxam a rede para a praia), porém ninguém ousava ultrapassar a terceira amendoeira ao lado direito da praia, após a meia-noite. Esta era assombrada: assobiava, sem que ninguém estivesse lá e só ela balançava como se estivesse ventando forte. Dizem que ficavam arrepiados e apavorados, que isso só podia ser coisa de alma penada. Mas, isso é coisa do passado…

Veja este vídeo promovido pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de SP, com os apresentadores Celso Cavallini e Izadora Bicalho, mostrando a Ilha Anchieta com detalhes:

Fontes de Informações:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Estadual_da_Ilha_Anchieta
https://www.ilhaanchieta.com.br/#/paginas/historia-anchieta
https://www.tenentesamuelmessiasdeoliveira.com/projeto-filhos-da-ilha
https://naturam.com.br

https://www.litoralbrasileiro.com.br/sp/ubatuba/ecoturismo/ilhas-ubatuba/
https://www.ubatubavirtual.com.br/sapateiro.htm